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Policial

Acusada de dar canivete para matar adolescente é ouvida no Fórum de MS

Dafne foi indiciada como coautora na morte de estudante de 15 anos. Além da ré, testemunhas de defesa e acusação também serão ouvidas.

G1 MS

13 de Outubro de 2015 - 16:13

Está sendo realizada na tarde desta terça-feira (13), na sala de audiências da 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande, o interrogatório da estudante Dafne de Lima, de 20 anos, indiciada como coautora na morte de uma adolescente de 15 anos.

Segundo a assessoria de imprensa do Fórum, além da jovem indiciada, testemunhas de defesa e acusação também serão ouvidas. A audiência teve início às 14h30 (horário de MS) e está sem previsão de término, ainda de acordo com a assessoria.

Entenda o caso

A adolescente suspeita de esfaquear Luana Vieira Gregório, de 15 anos, disse na ocasião que as duas discutiram por conta do cheiro do perfume que a vítima usava. Elas, segundo a delegada Regina Rodrigues, marcaram uma briga para depois da aula.

De acordo com a polícia, a garota relatou ter mandado uma mensagem avisando sobre a luta para Dafne, da qual era amiga. Ele então foi ao local na saída da aula e levou um canivete.

Em depoimento, Dafne alegou só ter visto o torpedo quando estava a caminho do estabelecimento de ensino buscar uma criança que estava cuidando. Ela afirma ter o costume de carregar consigo a 'arma branca'.

Ao chegar ao local, contou à polícia que se deparou com a confusão e viu a amiga adolescente apanhando de Luana. Imagens divulgadas pela polícia mostram que a vítima foi a primeira a agredir durante a luta.

Dafne, ainda conforme os relatos, resolveu intervir. No vídeo é possível ver que ela bate na vítima segurando o canivete fechado. Durante a confusão, a arma cai das mãos dela e um adolescente, que segundo Regina tem 11 anos, recolhe o objeto.

Dafne foi responsabilizada por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ela responderá em liberdade, assim como a adolescente, cujas declarações foram encaminhadas à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e a Juventude (Deaij), que estudará o caso.