Policial
Militar que teve suposta ossada encontrada em Aquidauana foi declarado desertor pelo Exército em 2014
Na época, Aguinaldo exercia a função de soldado de terceiro ano engajado.
Midiamax
24 de Abril de 2026 - 16:25

Em 2014, nove dias após seu desaparecimento, Aguinaldo de Oliveira da Silva Júnior foi dado pelo Exército Brasileiro como desertor – alguém que abandona ilegalmente o serviço militar. Na época, ele exercia a função de soldado de terceiro ano engajado.
O caso voltou a ganhar repercussão nesta semana, após uma motocicleta e ossadas serem encontrados na região do distrito de Taboco, em Aquidauana, a 136 km de Campo Grande. Aguinaldo e a namorada, Amanda Kristina Galhardo, estão desaparecidos há 12 anos.
Em janeiro de 2014, quando tinham 20 e 16 anos, respectivamente. Eles deixaram o município de Anastácio para ir, de motocicleta, até a Fazenda Iguaçu, onde trabalha um tio de Aguinaldo.
Por volta das 15h, ainda de sexta-feira, o jovem ligou para a mãe avisando que o pneu da moto havia furado e que eles retornariam para Anastácio. No entanto, não apareceram e não fizeram mais nenhum contato.
Na época, o Exército auxiliou nas buscas, mas sem sucesso. Diante das circunstâncias, o militar foi dado como desertor.
Já nesta sexta-feira (24), a reportagem acionou o CMO (Comando Militar Oeste), assim, informou que na ocasião do desaparecimento, foram realizados os procedimentos legais para que o então soldado não se tornasse deserto.
Contudo, o militar não foi encontrado na oportunidade, assim, no 9º dia de ausência, foi lavrado um Termo de Deserção e enviado ao Ministério Público Militar. Entretanto, o caso pode ganhar novos caminhos.
Isso porque, em setembro de 2025, uma decisão do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) declarou a morte presumida da vítima, como havia sido proposta pela mãe do militar.




