Policial
Alvo da PF, policial civil já havia sido preso por contrabando em Sidrolândia em 2024
Em dezembro de 2024, ele foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal, em Sidrolândia, transportando mercadorias ilegais.
Redação/Região News
19 de Março de 2026 - 09:19

Preso nesta quarta-feira (18) durante a Operação Iscariotes, da Polícia Federal, o policial civil Edivaldo Quevedo da Fonseca já havia sido detido anteriormente pelo mesmo tipo de crime em Mato Grosso do Sul. Em dezembro de 2024, ele foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal, em Sidrolândia, transportando mercadorias ilegais.
Lotado na 5ª Delegacia de Campo Grande, o servidor é investigado agora por integrar um esquema milionário de contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro, com participação de agentes de segurança pública. Mandados foram cumpridos, inclusive, na unidade policial onde ele trabalha.
Na ocorrência registrada em 27 de dezembro de 2024, Edivaldo foi flagrado com grande quantidade de celulares e outros eletrônicos de origem estrangeira sem documentação fiscal. Os produtos estavam escondidos em compartimentos preparados no veículo, o que indicava uma possível atuação organizada no transporte ilegal. Na ocasião, ele foi autuado por descaminho.
Como o crime prevê pena máxima de até quatro anos, foi arbitrada fiança, que acabou sendo paga, permitindo que ele respondesse ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares impostas pela Justiça Federal.
Entre as determinações estava o comparecimento mensal em juízo. Conforme os autos, o policial vinha cumprindo a obrigação — o último registro ocorreu em 9 de março deste ano, quando compareceu para informar endereço e situação profissional.
As provas colhidas naquele inquérito foram compartilhadas com a Corregedoria da Polícia Civil, que instaurou procedimento administrativo disciplinar contra o servidor.
Agora, com o avanço das investigações da Polícia Federal, o policial volta a ser preso, desta vez sob suspeita de integrar um esquema mais amplo de contrabando envolvendo agentes públicos.
Operação
Durante a Operação Iscariotes, cerca de 200 policiais federais cumpriram aproximadamente 90 ordens judiciais, incluindo 31 mandados de busca e apreensão, 4 prisões preventivas, além de medidas como monitoramento eletrônico, afastamentos de função pública e suspensão de porte de arma.
Também foi determinado o bloqueio de bens de 12 pessoas físicas e jurídicas, que somam cerca de R$ 40 milhões.
As investigações apontam a participação de policiais civis e militares — da ativa e aposentados — no transporte de mercadorias ilegais, além da atuação na lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos valores. Os agentes cumpriram mandados em endereços no Bairro Universitário, no condomínio Alphaville, em boxes no Camelódromo e em lojas localizadas em um posto de combustível.

Além de Edivaldo, também foi preso o policial civil Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como “Manga Rosa”, que está lotado na Delegacia de Sidrolândia. Segundo a apuração, os investigados atuavam desde o fornecimento indevido de informações sigilosas de sistemas policiais até o transporte físico das mercadorias, utilizando a função pública para favorecer o esquema criminoso.




