Policial
Após incêndio criminoso em quitinete, vizinho teme continuar residindo em moradia coletiva
No momento do incêndio, além de Laercio e esposa, estavam na casa seis crianças, todos, filhos do casal.
Marcos Tomé/Região News
07 de Novembro de 2013 - 14:10
Laercio Menezes, de 39 anos, que ajudou os policiais militares a conter as chamas durante incêndio numa quitinete no inicio da madrugada de hoje, conta que após incidente vai procurar outro imóvel para morar com a familia. O objetivo é locar uma residência que possa lhe proporcionar maior segurança, fugindo de moradias coletivas.
É mais barato morar assim em quitinetes, mas o risco não compensa a economia. No momento do incêndio eu havia recém chego do hospital onde fui socorrer um familiar. Quando deitei na cama, minha esposa sentiu cheiro de queimado, levantamos pra ver o que era, quando vi meu vizinho nu em minha varanda procurando um short e sua casa em chamas, conta.
No momento do incêndio, além de Laercio e a esposa, estavam na casa seis crianças, todos, filhos do casal. Não conhecia esse moço. Se mudou agora a pouco pra cá, observa. Por se tratar de uma moradia coletiva (construídas no mesmo terreno) as casas são edificadas de forma geminadas. Ou seja, uma ligada à outra.
Apesar da desgraça, graças a Deus o fogo não atingiu o quarto onde estávamos dormindo (divisa de parede) nem nos demais cômodos, afirma aliviado.
O Caso
Uma mulher morreu carbonizada ontem à noite no incêndio da quitinete onde morava na Rua Norival Lopes Moraes, 1.116 nas proximidades do Conjunto Sidrolar. Ela foi identificada como Maria Aparecida Luz Barbosa , 41 anos , mãe de três filhos.
Conforme relato de testemunhas, o incêndio pode ter sido provocado pelo próprio marido da vítima, Iraci Duarte Machado,51 anos. Ele foi visto saindo do quarto quando as chamas ainda não tinham sido controladas após quebrar o telhado. Um caminhão pipa da Prefeitura esteve local e com a ajuda de populares, o sinistro não se espalhou pelos quartos vizinhos.




