Policial
Banco desconfia e salva vítima de cair em golpe e perder R$ 115 mil
O computador passou por cinco atualizações e depois o computador reiniciou automaticamente.
Campo Grande News
22 de Julho de 2015 - 09:53
Um banco salvou um cliente de cair em golpe de estelionato na tarde de ontem (21). O falso funcionário ligou para a vítima, uma analista financeira de uma distribuidora de petróleo, que não será identificada, e pediu para que ela atualizasse os dados, momento em que um programa foi instalado em seu computador, para roubar seus dados, transferindo R$ 115 mil.
Conforme o relato policial, a analista financeira contou que, por volta das 14h, o autor, que se identificou como Fabrício, ligou para ela e alegou que trabalhava no sistema de segurança do banco, pedindo para ela acessar o site, para atualizar o módulo de segurança, assegurando que não conseguiria entrar no portal da empresa em dois dias, se não realizasse o procedimento.
Ao acessar o site, ela foi redirecionada para outro portal, onde havia um link para a atualização do sistema. O computador passou por cinco atualizações e depois o computador reiniciou automaticamente.
Após a inicialização, a analista, conforme orientação de Fabrício, acessou a sua conta na empresa, sendo que o autor desligou o telefone antes que ela acabasse o processo.
Minutos depois, um atendente do banco ligou para a analista, questionando a efetuação de três transferências eletrônicas, sendo uma no valor de R$ 42,5 mil para Raquel de Oliveira Silva, outra de R$ 28,6 mil para Rafael Ronqui e último de R$ 43,5 mil favorecido a Renan Carvalho da Silva.
A Polícia Civil alerta a população para este tipo de golpe. A delegada Fernanda Mendes, adjunta da DEDFAZ (Delegacia Especializada de Repreensão a Crimes de Defraudações, Falsificações), recomendou aos campo-grandenses a não atender solicitações por telefone. Os bancos nunca pedem recadastramento por email ou telefone. O correntista é quem procura a agência, explicou.
Ainda ressaltou que devem se proteger usando antivírus nos computadores e não informar os dados pessoais por telefone. Boletos bancários que chegam via email também deve ser analisados. O código de barros pode ser alterado, comentou.
As transferências foram bloqueadas, juntamente com as contas. O caso foi registrado DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro.




