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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Segunda, 21 de Setembro de 2020

Policial

Boliviana é presa com várias cápsulas de cocaína no intestino

Flagrantes de tráfico via "mulas" da Bolívia por MS têm sido frequentes.

Correio do Estado

22 de Outubro de 2019 - 16:45

Boliviana de 30 anos foi presa foi flagrada transportando aproximadamente 60 cápsulas de cocaína no intestino, nessa segunda-feira (21), em Corumbá. Ela estava em um ônbibus de viagem interestadual, que tinha como destinho a cidade de São Paulo (SP).

Durante fiscalização de rotina, policiais rodoviários federais abordaram o ônibus e, durante a ação, a passageira, de nacionalidade boliviana, demonstrou muito nervosismo, levantando a suspeita da equipe.

Policiais fizeram revista nos pertences da mulher e, como não encontraram nada, suspeitaram de que ela poderia ter ingerido algum entorpecente. Desta forma, ela foi conduzida até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Corumbá.

No posto de saúde, a suspeita confessou que engoliu entre 50 e 60 cápsulas de cocaína, o que foi confirmado através de exame de raio-x, que apontou várias cápsulas do entorpecente no intestino da mulher.

Ela não soube informar qual o valor receberia pelo transporte e não deu detalhes sobre a entrega da droga no destino final. Boliviana foi encaminhada para o hospital da cidade, onde permanece sob escolta da Polícia Federal e da Força Nacional até expelir todas as cápsulas.

TRÁFICO BOLÍVIA-BRASIL

De um modo geral, foi observado declínio da produção de cocaína na Colômbia e aumento na Bolívia e no Peru e o Brasil acabou ganhando um destaque logístico relevante no tráfico internacional. Fronteira com a Bolívia, Mato Grosso do Sul é rota do tráfico e nos últimos meses têm aumentado a apreensão de pequenas quantidades da droga, transportadas por mulas.

No último sábado (19), boliviano, natural de Cochabamba, foi preso no Aeroporto Internacional de Campo Grande, após ser flagrado com cocaína dentro da mala, ao passar pela fiscalização no raio-x. O traficante chegou a sacar do policial federal que o abordou e correu pelo terminal, em tentativa de fuga, mas foi alcançado e preso. O destino da droga era São Paulo, de onde posteriormente seria levada para o exterior.

Outros dois bolivianos, de 28 e 38 anos, foram presos no dia 8 de outubro, transportando 126,7 quilos de cloridrato de cocaína e 20 quilos de pasta base em um semirreboque carregado com sucatas, na BR-262, em Miranda. O entorpecente estava escondido em compartimento oculto e os suspeitos afirmaram que seria entregue em Piracicaba (SP).

No fim de setembro, três bolivianas, de 23,45 e 30 anos, e um peruano de 35 anos, foram presos ao tentarem cruzar a fronteira transportando cocaína, no posto Esdras, em Corumbá. As três mulheres foram flagradas em momentos diferentes, mas todas transportavam 2,2 quilos de cocaína dentro de travesseiro, o que indica que tenham sido contratadas pela mesma pessoa para atravessar a droga da Bolívia para o Brasil, por Mato Grosso do Sul.

O peruano carregava quatro quilos de cocaína no fundo falso de uma caixa de som. A apreensão também ocorreu na fronteira entre Corumbá e Bolívia, no posto da Receita Federal.

Dados do Relatório Mundial sobre Drogas mais recente apontam que o Brasil é o terceiro País com maior apreensão de cocaína no Mundo, responsável por 7% das apreensões globais deste entorpecente, atrás apenas de Colômbia (38%) e Equador (7%), todos na América do Sul.

A maioria da cocaína apreendida no País tem como origem a Bolívia, sendo Mato Grosso do Sul o corredor de passagem em direção aos grandes centros consumidores do País ou do exterior.

No mercado interno, em regiões como Rio de Janeiro e São Paulo, esse tipo de entorpecente chega a ser vendido a R$ 20 mil o quilo.