Policial
Bombeiro que matou esposa e fugiu ainda não foi localizado
Entretanto, após cerca de três meses preso, o acusado conseguiu fugir do Presídio Militar. Até a tarde desta segunda-feira (15), ele ainda não havia sido localizado.
Dourados News
16 de Junho de 2026 - 14:56

Já fazem dois dias que o subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte, de 45 anos, fugiu do PME (Presídio Militar Estadual), em Campo Grande. A fuga ocorreu na última sexta-feira, dia 12 de junho, e a suspeita é de que ele tenha contado com auxílio de uma corda artesanal criada com lençóis.
Segundo o site Midiamax, Elianderson estava preso desde março deste ano por matar a esposa, Liliane de Souza Bonfim Duarte, em Ponta Porã, na região de fronteira com o Paraguai. O militar agrediu a então companheira com golpes de marreta na cabeça, em uma casa na Vila Reno, e alegou legítima defesa.
Na época, o militar precisou ficar hospitalizado em Ponta Porã, pois se queixava de dores nos pés e escoriações pelo corpo, alegando ter sido agredido por moradores que o perseguiram. Logo depois, surgiram denúncias de que ele estaria recebendo regalias na unidade hospitalar.
Na ocasião, a corporação negou as supostas regalias e informou que todas as providências cabíveis foram tomadas conforme a lei. Após o atendimento médico no hospital, o subtenente do 4º GBM foi transferido para o Presídio Militar Estadual na tarde do dia 5 de março.
Entretanto, após cerca de três meses preso, o acusado conseguiu fugir do Presídio Militar. Até a tarde desta segunda-feira (15), ele ainda não havia sido localizado.
Em nota oficial, a PM/MS informou que, após tomar conhecimento da situação, imediatamente reforçou a segurança no local, “adotando as medidas de praxe, tais como acionamento das outras forças de segurança, em especial a perícia e a Polícia Civil, bem como adotou as demais medidas administrativas necessárias”.
Ainda, pontuou que as equipes continuam em diligências para localizar o militar. A Corregedoria-Geral está acompanhando a situação e instaurou as medidas formais cabíveis.
Feminicídio
Segundo o boletim de ocorrência, no dia cinco de março, após agredir a esposa e os filhos, o subtenente, de 45 anos, saiu correndo pelas ruas do bairro com duas facas de serra. Quando a equipe policial chegou ao local, o bombeiro estava contido por populares; no entanto, estava alterado e nervoso, gritando que apenas se defendeu de sua mulher, que queria esfaqueá-lo.
Em decorrência disso, ele justificou, conforme o registro policial, que teve de ‘pegar uma marreta e acertar a cabeça dela’. A vítima foi socorrida inconsciente por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Já os filhos, de 13, 15 e 17 anos, foram socorridos por vizinhos para atendimento médico.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que os filhos do casal saem de casa, às 17h27, e correm pela rua pedindo ajuda para quem passa pela via. Frequentadores e funcionários de um estabelecimento da esquina se depararam com a cena e correram para tentar ajudá-los.
Dias depois da agressão brutal, a vítima morreu no Hospital da Vida, em Dourados.




