Policial
Cadelinha que teve couro arrancado em MS aguarda avaliação médica
Pinscher foi resgatada ferida no sábado (30), em Campo Grande. Testemunhas disseram que agressores estavam em quatro, diz ativista
G1 MS
01 de Junho de 2015 - 13:16
A cadelinha resgatada no sábado (30), em Campo Grande, com parte do couro da coxa traseira e barriga arrancado e ferimentos nas patas traseiras, foi submetida a cirurgia e agora está em repouso aguardando avaliação.
A médica veterinária Jucimara Costa Pereira, que cuida da cachorrinha da raça pinsher, informou que aguarda o quadro de saúde dela estabilizar para realizar exames.
"Como foi exposta víscera e o intestino dela ficou para fora, a gente fez a limpeza e colocou para dentro. O risco é que haja infecção, por isso ela [animal] está em repouso, enfaixada, para que não haja ruptura dos pontos", disse a médica explicando como foi a operação que a cadelinha foi submetida.
"Ela [animal] ainda corre risco de vida pelo menos nos próximos cinco dias porque houve perda de músculo, de pele e o instestino ficou exposto" disse.
A médica informou ainda que no domingo (31) o animal passou por trasnfusão de sangue e teve vômitos e a temperatura do corpo foi estabilizada nesta segunda feira (1º). Um exame de raio X deve apontar se as duas patas traseiras estão quebradas, mas devido à instabilidade do quadro clínico do animal, ainda não tem data para ser realizado.
Vitória, como foi batizada a cadelinha pela ativista que a resgatou, deve permanecer na clínica até que se recupere e, segundo a médica, ainda não tem previsão de alta.
Caso
A cadelinha de aproximadamente 3 meses de idade foi resgatada na tarde de sábado (30) por duas ativistas dos direitos dos animais no bairro Cophavila II e levada para a clínica em estado grave. Ela foi encontrada com parte do couro da coxa traseira e barriga arrancada e ferimentos nas patas traseiras.
Segundo uma das mulheres que socorreu o animal, Simona Zaim, a agressão teria sido praticada, conforme relato de testemunhas, por usuários de droga. Ela disse que moradores informaram que os agressores estavam em quatro, sendo três adolescentes e um adulto. Um deles teria inclusive, chutado o animal ferido, mesmo com a presença da ativista no local.
O tratamento do animal na clínica veterinária está sendo pago por ela e com ajuda de doações.
Educação
O major da Polícia Militar Ambiental (PMA), Ednilson Paulino Queiroz, comentou o caso da cadelinha. "Isso é cultural e vai continuar acontecendo. Com a educação a gente espera minimizar esses casos", afirmou fazendo referência ao Projeto Florestinha realizado pela PMA em Campo Grande e no interior do estado.
O projeto é destinado para crianças e adolescentes e promove palestras, oficinas, teatros de fantoches e outras atividades educativas. Segundo o militar, o núcleo de educação ambiental da PMA atende cerca de 20 mil alunos em Mato Grosso do Sul.
De acordo com o major, se os suspeitos de terem praticado a violência contra a cachorrinha forem identificados eles serão autuados e multados administrativamente, cada um com valores que podem variar entre R$ 300 e R$ 3 mil e podem responder ainda pelo crime de maus tratos, que tem pena prevista, em caso de condenação, de três meses a um ano de detenção.
Caso haja adolescentes entre os suspeitos, segundo o major, eles podem responder por ato infracional.




