Policial
Chefe do PCC é apontado como juiz de execução no interior de MS
A vítima Deivid Almeida de Oliveira, o Caveirinha, 20 anos, foi encontrado morto amarrado com fios de energia.
Campo Grande News
05 de Outubro de 2017 - 14:39
João Luiz Moraes de Souza, o Dimas, 34 anos, é apontado pela Polícia Civil como chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Estado e juiz de uma execução em Três Lagoas. Ele está preso no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande por latrocínio roubo seguido de morte.
A vítima Deivid Almeida de Oliveira, o Caveirinha, 20 anos, foi encontrado morto amarrado com fios de energia. O crime aconteceu em junho deste ano, no Jardim das Violetas, na cidade do interior.
João foi identificado na Operação Sintonia, deflagrada nesta manhã no presídio da Capital e interior do Estado.
Conforme o delegado Cleverson Alves dos Santos, o que chama a atenção é a maneira como o assassinato foi orquestrado. Aparentemente por dívida de drogas, Caveirinha foi sequestrado por membros da facção criminosa, que fizeram uma conferência por telefone com João Luiz, detalhou o delegado, ressaltando que na ligação o então juiz sentenciou Deivid a morte.
Depois que o corpo de Caveirinha foi encontrado a polícia de Três Lagoas passou a investigar o caso e há pelo menos quatro meses mantinha contato com o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros).
Durante mandado de busca na cela que Dimas dividia com mais 12 detentos, a polícia apreendeu 11 celulares, vários carregadores e drogas separadas para venda. São papelotes de maconha e pasta base de cocaína. Eles estavam embalados da mesma maneira que entorpecentes apreendidos em bocas de fumo, o que pode mostrar que existe a comercialização das drogas dentro da unidade penal, afirma.
Ainda segundo Cleverson, os celulares serão periciados e Dimas perderá qualquer benefício de regressão de pena que poderia receber.




