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Policial

Cocaína apreendida em rodovia está avaliada em R$ 13 milhões

Por dias, houve o trabalho de armazenamento do entorpecente no baú. Segundo relatou João Alexandrino, ele não sabe para onde foi levado o caminhão.

Correio do Estado

25 de Fevereiro de 2016 - 08:05

A cocaína apreendida pela Polícia Rodoviária Federal na BR-262, no município de Miranda, está avaliada em R$ 13 milhões. A droga estava escondida atrás de uma parede falsa.

Os policiais abordaram o caminhão baú, com placas de Várzea Grande (MT), em inspeção de rotina. Ao medirem o veículo, foi notado que o interior era menor que a parte externa. Por isso, passaram a suspeitar.

O motorista, João Alexandrino da Silva, 48, que mora em Várzea Grande, acabou assumindo que havia um compartimento secreto repleto de pasta base e cloridrato de cocaína, totalizando aproximadamente 430 quilos.

Ele havia viajado para Corumbá, há 15 dias, transportando prolipropileno, polímero usado para produção de diversos produtos plásticos. Esvaziou o veículo e deixou o caminhão em um local não especificado aos policiais.

Por dias, houve o trabalho de armazenamento do entorpecente no baú. Segundo relatou João Alexandrino, ele não sabe para onde foi levado o caminhão. Apenas o deixou em um local em Corumbá e depois voltou para buscar.

"É possível que o caminhão foi levado para a Bolívia, onde a droga foi carregada", analisou o policial rodoviário federal Márcio Pereira Leite, que trabalhou na equipe que atendeu a ocorrência.

Para fazer o transporte, o motorista, que é dono do caminhão, disse que receberia R$ 50 mil. Ele precisava chegar em São Paulo, onde a droga seria retirada e possivelmente distribuída. Esta seria a primeira tentativa de João Alexandrino de transportar cocaína.

"Essa é uma das maiores apreensões de cocaína registrada pela Polícia Rodoviária Federal no país neste ano", admitiu o PRF Leite.

A carga e o veículo foram levados para a Polícia Federal em Campo Grande. João Alexandrino da Silva ficará preso na Capital. As investigações futuras tentarão identificar quem era o dono do carregamento.