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Policial

Com a desculpa de caçar tatus, homem saía de casa para estuprar

Correio do Estado

14 de Março de 2012 - 13:31

Diocléber Aparecido da Silva, de 41 anos, o Maníaco das Mansões, foi apresentado, nesta manhã (14), na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) . Ele é acusado de ter cometido cinco estupros entre 2007 e 2012 no bairro Chácara das Mansões, na saída para São Paulo.

A idade das vítimas variava de 25 a 30 anos, mas ele também é acusado de violentar uma mulher de 68 anos em 2009. Na época, havia sido realizado um exame de DNA dando positivo para Diocléber. Mas quando o resultado saiu, a vítima já tinha saído de Campo Grande, deixando o processo parado.

Segundo as delegadas da Deam, Rosely Molina e Marília de Brito Martins, ele era violento teria amordaçado, amarrado e agredido com socos algumas das vítimas.

O estuprador é casado há 10 anos e tem um filho de 6. Quando saía para cometer os crimes, dizia à esposa que iria caçar tatus.

Diocléber sempre conhecia a rotina das vítimas, pois já tinha sido vizinho de algumas ou até mesmo prestado serviços de “bico”. Ele preparava o local onde consumaria o ato, voltava para casa, dava a desculpa à esposa, pegava uma mochila previamente preparada com luvas, capuz e calça camuflada ou preta e armava uma emboscada.

As vítimas disseram que ele praticava todos os tipos de sexo (anal, vaginal e oral) e que nem sempre usava camisinha. Algumas vezes ele as levava para um matagal, mas já chegou a levar uma delas para uma chácara da região, onde arrancou a grade para poder entrar.

Munidas de provas suficientes contra ele, as delegadas chamaram Diocléber para “prestar esclarecimentos” no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher e o prenderam.

Último caso

Em fevereiro deste ano Diocléber violentou uma frentista de 30 anos. Ele já tinha sido vizinho da vítima, por isso conhecia seus horários.

Durante o intervalo de trabalho naquele dia, os dois se encontraram na estrada. A vítima chegou a cumprimentar o estuprador. Mais tarde, o autor do crime voltou na mesma passagem e espalhou tocos de madeira e, ao passar novamente, a frentista se assustou e caiu.

Ele então a agarrou pelos cabelos e arrastou até o local onde consumou o crime, passando por pedras e cercas de arame farpado.