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Policial

Com acusação de tortura, juiz interdita todas as unidades penais da Capital

Sob alegação de tortura, o Ministério Público Estadual esclareceu que o número de presos nas unidades só aumenta a cada dia

Midiamax

09 de Agosto de 2013 - 09:08

Em resposta a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, que alega inclusive tortura de presos, o juiz Gil Messias Fleming, da 1ª Vara de Execução Penal, interditou totalmente todas as unidade penais em regime fechado de Campo Grande. A decisão é do dia 6 de agosto e foi divulgada nesta sexta-feira (9).

Estão interditados os estabelecimentos penais Jair Ferreira de Carvalho, Instituto Penal de Campo Grande, Centro de Triagem Anízio Lima, Presídio de Trânsito de Campo Grande e Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi.

Com isso, fica proibido receber novos presos nessas unidades, como já acontecia nos últimos dias com a greve dos agentes penitenciários. Sob alegação de tortura, o Ministério Público Estadual esclareceu que o número de presos nas unidades só aumenta a cada dia.

Presos excedentes também deverão ser recambiados para outras unidades penais. Caso não haja espaço, a decisão judicial prevê aluguel de prédio parta fazer as vezes de presídio e contratação de plantonistas que cumpram o papel de agentes penitenciários até que o Governo do Estado providencie a construção de novas unidades penais.

Além disso, o juiz determina a contratação de um médico clínico geral para acompanhar os presos ou escolta para levá-los as unidades de saúde até que seja ativado o posto de saúde do complexo penitenciário de Campo Grande.