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Policial

Comércio era alvo de criminosos antes de assalto a advogado

Na ação, Márcio foi atingido com oito disparos e morreu no local. Já Isaac foi ferido e levado para o Hospital da Vida e depois preso pela polícia

Dourados News

06 de Novembro de 2014 - 08:29

Um dos presos durante as investigações sobre o roubo da caminhonete Toyota Hilux que resultou na morte do advogado Márcio Alexandre dos Santos, 37, teria planejado outro assalto, segundo depoimento à polícia.

O homem, que está no 1º Distrito Policial de Dourados e não teve a identidade revelada, estava com o grupo que abordou o advogado e um policial federal na noite do dia 25 de outubro, porém, ao ver que o delito num estabelecimento comercial do município não daria certo, deixou os comparsas.

Na data do crime, Isaac Daniel Gonçalves Baptista, 22, Emerson Antunes Machado, 21 e outras duas pessoas, estavam num VW Gol quando anunciaram o assalto ao advogado e o policial federal, que pararam para urinar na rua Albino Torraca.

Na ação, Márcio foi atingido com oito disparos e morreu no local. Já Isaac foi ferido e levado para o Hospital da Vida e depois preso pela polícia. Emerson também acabou preso e os outros dois envolvidos acabaram fugindo.

O CASO

Na madrugada do ocorrido, conforme apurado até o momento nas investigações, Santos seguia na caminhonete de propriedade dele pela rua Albino Torraca, na região central da cidade, na companhia do policial federal.

Voltando de uma boate, em determinado momento os dois resolveram parar o carro para urinar, no cruzamento da Albino com a rua Ciro Melo. No entanto foram surpreendidos por assaltantes. O policial então teria dado início a uma troca de tiros com o grupo que tentava levar a caminhonete.

Santos, por sua vez, teria ficado no meio do tiroteio. Ele foi atingido por oito tiros e morreu no local. Os assaltantes fugiram levando a caminhonete e um deles, que ficou ferido a tiros, foi socorrido e levado para o Hospital da Vida, onde acabou preso. Já o policial federal, que não ficou ferido, fugiu do local e se apresentou à polícia horas depois, alegando que não sabia que tinha atingido o amigo e nem que ele tinha morrido.

A caminhonete do advogado foi roubada. De acordo com a polícia, o veículo teria sido levado para o Paraguai.

Na semana passada, o presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul), Júlio César de Souza Rodrigues, esteve em Dourados, onde cobrou imparcialidade e também agilidade no andamento do inquérito. Rodrigues, inclusive, classificou o caso como “muito estranho” pelas circunstâncias que envolveram a morte e também o fato do advogado ter sido atingido por oito disparos.