Policial
Condenado a 20 anos de prisão padrasto que jogou contra parede e matou enteada de dois anos
O julgamento foi acompanhado pela mãe da criança, Elcida Ferreira Cabreira, que agradeceu a promotora Daniela Borghetti Zampieri que atuou na atuação.
Flávio Paes/Região News
21 de Março de 2016 - 07:45
O tribunal do júri, reunido na última sexta-feira, condenou a 20 anos de prisão Odilo Antônio Wagner, pela morte de sua enteada Elaine Cabreira, uma menina de dois anos de idade. O crime ocorreu no dia 24 de maio de 2014, por volta das 19 horas, no Assentamento Santa Lúcia, zona rural de Sidrolândia. Ele foi acusado de ter batido a criança contra o chão e a jogado contra a parede, provocando lesões que acabaram levando à menina a morte.
Odilo vai continuar preso, mesmo podendo recorrer da sentença. Ele foi condenado por homicídio doloso (quando há tem intenção de matar), agravado porque a vítima era uma criança, sem condições de se defender. Foi incurso nas penas do art. 121, §2º, inc. IV e §4º do Código Penal.
O julgamento foi acompanhado pela mãe da criança, Elcida Ferreira Cabreira, que agradeceu a promotora Daniela Borghetti Zampieri que atuou na atuação. Odilo ficará no mínimo quatro anos em regime fechado, quando então, teoricamente poderá pedir a progressão da pena para o semiaberto. Ele cumprirá pena no sistema penitenciário em Campo Grande.
O caso
Elcida Ferreira Ribeiro, mãe da vítima, relatou à polícia que naquele 24 de maio de 2015, quando aconteceu o crime, ela estava na sala com o namorado e outro filho, de 8 anos, assistindo TV, enquanto a pequena Elaine dormia no quarto. Por volta das 20h, Odilo se levantou e disse que iria dormir porque estava muito cansado. Cerca de meia hora depois ela ouviu o barulho de uma pancada, como se algo tivesse caído no chão.
Foi ao quarto e encontrou a menina sendo segurada pelas pernas e Odilo batendo a cabeça dela contra o chão. Na sequência, o agressor arremessou a menina em direção aos pés dela, que, em estado de choque, assistia a filha ser agredida da porta.
Imediatamente, Elcida socorreu a filha que chegou morta ao hospital. Ela namorava há dois meses Odilo que a visitava aos finais de semana porque trabalhava como montador em Maracaju. Esta teria sido a segunda vez que ele pernoitava na casa.
Odilo tentou fugir, mas foi preso horas depois por policiais militares em rondas pela cidade. No seu depoimento ele confessou ter agredido a menina, mas não soube explicar o que o motivou a cometer o crime. "Disse que acordou assustado e partiu para cima dela", revelou o delegado.




