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Policial

Dono de boate muda versão e diz que agrediu mulher com socos e chutes

Para tentar se livrar do carro, Fernando vendeu o veículo, mas que acabou sendo recuperado pela Polícia

Campo Grande News

03 de Outubro de 2013 - 07:08

Durante a reconstituição do assassinato de Viviane Rodrigues Matos, 31 anos, o dono da Boate Paraíso, Fernando Augusto dos Reis Guimarães, 24 anos, mudou a versão sobre a forma que matou a garota de programa. Ele e o amigo, José Carlos da Silva, o Beto, 26 anos, contaram, na tarde de hoje, que não usaram o cassetete e agrediram a jovem com socos e chutes.

Na primeira fase da reconstituição, que começou às 14h no Jardim Colúmbio, Fernando revelou que Viviane começou a provoca-lo durante a noite. Ela se insinuava e dançava de forma sensual e com saia curta.

A briga aumentou depois que ela quebrou duas garrafas de champanhe. Quando todos foram dormir, segundo Fernando, ele pegou o cassetete e foi procurar Viviane no quarto, onde ela dormia com outras garotas.

No entanto, ele se contradisse em relação ao depoimento feito na 3ª Delegacia de Polícia. Ele negou que tenha utilizado o porrete para atingir a cabeça da mulher. Contou que bateu na porta e deixou o cassetete encostado do lado.

Após acordar Viviane, os dois voltaram a discutir e ele começou a agredi-la com socos. Ela caiu no chão e ficou desacordada, quando chegou Beto e agrediu com chutes.

Os dois pegaram Viviane, enrolaram a cabeça em uma toalha para estancar o sangue e a colocaram dentro do veículo Corsa, de cor branca. O rastro de sangue foi identificado com uso de uma substância especial. Os sinais estavam dentro do quarto, no hall e na piscina da boate.

Para tentar se livrar do carro, Fernando vendeu o veículo, mas que acabou sendo recuperado pela Polícia e tinha sinais de sangue visíveis sem a utilização de qualquer substância especial.

O crime - No dia 6 de setembro, conforme a Polícia, Fernando e Beto agrediram Viviane e a mataram com golpes e degolando. Além de mata-la, eles atearam fogo no corpo  e abandonaram no Chácara Cachoeira, na saíra para Três Lagoas.