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Policial

Dono de posto jamais desconfiou de funcionário envolvido em assalto; Jovem foi promovido recentemente

Nas imagens: um dos bandidos finge que agride um funcionário do posto com chutes, gritos e ate uma coronhada

MS Record

02 de Julho de 2013 - 07:31

O roubo registrado em um posto de combustíveis, nesta madrugada em Campo Grande, foi um crime premeditado junto com o funcionário do posto que trabalhava no caixa. Parte da quadrilha já esta detida. Segundo os envolvidos, o crime foi encomendado de dentro do Presídio de Segurança Máxima da Capital. O dono do posto, nunca desconfiou do funcionário que tinha acabado de ser promovido a caixa.

Na delegacia a Força Tática da Policia Militar apresentou parte da quadrilha. Edmilson pereira costa, de 36 anos, Josiane Silva, de 19 e Ismael Santos Cesar de 26 anos. Ele era o funcionário do posto. Trabalhava no caixa e foram as imagens do circuito interno de segurança que fizeram a polícia desconfiar da participação dele no crime.

“Passamos a assistir as imagens do posto, percebemos a violência dos bandidos que fizeram o assalto e prestamos atenção que o caixa do posto não sofreu violência alguma”, diz a sargento Anita Caputti, Policia Militar.

Nas imagens: um dos bandidos finge que agride um funcionário do posto com chutes, gritos e ate uma coronhada. Tudo combinado horas antes do crime. Ao mesmo tempo, do lado de fora do caixa frentistas eram agredidos e ameaçados de morte.  Pouco tempo depois, já com o dinheiro em mãos o criminoso volta a agredir um dos funcionários. Frentistas que sofreram na pele o medo da morte.

“Pediram dinheiro, pediram celular, eu não tinha nada, quando eles partiram para o lado do caixa, pegaram o dinheiro voltaram e começou a seção de tortura”, diz um dos funcionários.

Edmilson conhecido como bala é traficante. No esquema da quadrilha ele era quem fazia o contato direto com as bocas de fumo e Josiane quem guardava a droga e também o dinheiro. Na casa dela foram encontrados quase meio quilo de pasta base de cocaína e ainda R$ 400 em dinheiro. Logo após a ação, Flavio Rodrigues De Souza, de 24 anos, conseguiu fugir.

Durante o roubo foram levados quase R$ 30 mil. Dinheiro que ainda não foi recuperado.  O caso passa agora a ser investigado pela Policia Civil que busca recuperar também as duas pistolas ponto quarenta. E o funcionário que já está preso confessou: o crime foi arquitetado de dentro do presídio de Segurança Máxima da Capital.

O dono do posto jamais desconfiou da integridade do funcionário que tinha acabado de ser promovido. “Ele era frentista e a gente precisava contratar normalmente a gente dá oportunidade para o funcionário e deduzimos invés de contratar alguém para o caixa, vamos dar o cargo para ele. Ele premeditou tudo, sabia das folgas, o horário mais tranquilo para fazer o assalto”, diz o dono do posto. O crime esta sendo investigado pela a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Capital.