Policial
Dourados: Polícia não descarta omissão de Socorro
Apesar dos populares, não terem prestado uma queixa direcionada ao HU, a investigação pela omissão de socorro é um fato que pode surgir naturalmente no decorrer da investigação
Dourados News
25 de Agosto de 2014 - 13:00
A Polícia Civil de Dourados apura a morte de Marcos Fernandes Guilherme, 30 anos, que foi baleado na noite deste domingo (24), em um bar. Ele levou dois tiros e foi socorrido por populares, que o encaminharam ao Hospital Universitário (HU). No entanto, a unidade de saúde não é portas abertas, ou seja, não é referência para este tipo de atendimento, que é encaminhado para o Hospital da Vida.
Conforme testemunhas que participaram do socorro disseram à polícia, Guilherme sequer teria sido colocado em uma maca, enquanto servidores argumentavam que a unidade não prestava este tipo de atendimento e acionavam o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Enquanto isso, a vítima teria ficado no corredor da área de ginecologia e obstetrícia do HU. Quando o Samu chegou, Guilherme já estava morto.
Segundo o site, o delegado titular do 1º Distrito Policial, Lupércio Degeroni, explicou que o caso começa sendo investigado apenas como homicídio. Porém, não está descartada a possibilidade do HU ser responsabilizado por omissão de socorro. Vamos ouvir todos os envolvidos nesse socorro que foi dado por populares, e também no HU. Se a pessoa responsável por prestar atendimento na unidade, ainda que lá não seja um local de referência, tiver comprovadamente conduzido à situação de forma que caracterize uma omissão de socorro, ela pode ser responsabilizada conforme prevê o artigo 135 do Código Penal, informou o delegado ao site.
Degeroni explicou que, apesar dos populares que participaram do socorro, não terem prestado uma queixa direcionada ao HU, a investigação pela omissão de socorro é um fato que pode surgir naturalmente no decorrer do trabalho, conforme a apuração do crime de homicídio.
Observamos também uma análise detalhada no aspecto de se considerar que ainda que a pessoa tivesse sido socorrida ali, assim que chegou, sem ter de esperar o Samu, se ela teria condições de se salvar ou não. Podemos ouvir especialistas que apontem isso com base no quadro em que o ferido chegou ao hospital, o tipo de ferimento que teve, entre outros fatores de influência na consequência final, completou.
Os suspeitos de autoria do crime ainda não foram identificados.




