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Policial

Em versão não convincente, assassino de taxista alega legítima defesa

O motorista de caminhão alegou que conhecia Carlos Donisete, inclusive, há cerca de dois anos havia tido desentendimento com ele

Correio do Estado

17 de Setembro de 2015 - 09:05

O motorista de caminhão Vlademir dos Santos Nazário, 33 anos, apresentou-se como autor do assassinato do taxista Carlos Donisete Alves de Oliveira, 53 anos, ocorrido na noite de terça-feira (15), depois de uma briga em bar, na cidade de Tacuru. Ele compareceu ontem (16), à tarde, na delegacia, acompanhado de advogado e alegou legítima defesa. Afirmando, ainda, que a arma pertencia à vítima.

De acordo com informações do delegado responsável pelas investigações Bruno Trento Hein, Vlademir prestou depoimento e foi liberado, já que não houve flagrante e não há mandado de prisão.

ERAM CONHECIDOS

O motorista de caminhão alegou que conhecia Carlos Donisete, inclusive, há cerca de dois anos havia tido desentendimento com ele. “Na ocasião, a vítima teria se insinuado para a esposa dele. Ontem, a vítima havia feito um comentário o qual não gostou e acabaram discutindo”, relatou a autoridade policial.

Ainda conforme declarações do autor do crime, depois do desentendimento no bar, cada um saiu em seu carro até a casa da vítima, onde, novamente, houve discussão. Carlos Donisete estaria armado e teria tentado acertar Vladimir a tiros. Mas, ele o desarmou e fez os disparos para se defender, segundo alegou.

O taxista foi atingido com três tiros e a arma não foi apresentada pelo assassino.

Na avaliação do delegado, a versão não é convincente. Além da questão sobre o porquê de Vladimir ter acompanhado a vítima até a casa dela, a esposa do taxista disse ter ouvido o marido forçar o portão, como se quisesse entrar e, em seguida, os disparos.

Familiares de Carlos Donisete ainda não foram interrogados porque estão em viagem para São Paulo, onde a vítima foi sepultada.