Policial
Estudos apontam aumento de suicídios no fim do ano e psicóloga orienta: é preciso falar
Segundo Ediane, na maioria dos casos não é o encontro com familiares que leva a pessoa a querer tirar a própria vida
Midiamax
24 de Dezembro de 2014 - 16:41
As festas de fim de ano podem ser momentos de alegria para muitos, mas também podem ser motivos para pessoas desejarem tirar a própria vida. Estudos demonstram que há aumento de suicídios e tentativas durante e depois das festas de fim de ano. É difícil precisar, mas há estudos que citam este aumento no fim do ano, revela a psicóloga Ediane Ferreira.
Segundo Ediane, na maioria dos casos não é o encontro com familiares que leva a pessoa a querer tirar a própria vida. É por conta da finitude, do fechamento do ano, do completar um ciclo. A pessoa entende que vai começar um novo ano e não vê perspectiva que será um ano bom. Não faz sentido para ela, ela não tem esta crença, explica.
Recomendações
Ediane Ferreira recomenda às pessoas que cogitarem suicídio que falem com alguém. É preciso falar. A pessoa que pensa em morrer tem que colocar para fora o sentimento, mesmo que sejam coisas ruins. A indicação é falar, conversar, para digerir de melhor forma.
Segundo a psicóloga, os amigos e familiares não abrem espaço para este diálogo. Eles fogem do assunto. Não há espaço, ouvido, para a pessoa dizer o que sente. É preciso procurar ajuda profissional. Posto para fora o pensamento, a coisa toma uma dimensão menor. Se fica guardada, toma uma proporção grande, até a pessoa tentar algo contra a própria vida.
Números
O delegado Wellington de Oliveira, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, declarou que não é um padrão o aumento de suicídios e tentativas no fim do ano. Precisaria analisar as estatísticas para dizer isto. Mas que eu lembre não há este aumento. Os motivos são psicológicos, então não há como garantir, destaca.
Wellington declarou também que é preciso levar em conta os suicídios indígenas. Estamos em uma época de muitos suicídios nas aldeias indígenas, o que é um caso a parte.
De novembro até esta quarta-feira (10 de dezembro), a Polícia Civil tem registro de 11 suicídios, dos quais 4 em Campo Grande, e de 7 de tentativas, 2 na Capital.
Em novembro, teve repercussão o suicídio de artista plástica de 39 anos que se jogou de caixa d´água de supermercado da Capital. Ela estava com depressão e tomava remédios controlados. Em setembro, ela já tinha subido nas torres de iluminação do estádio Morenão.
No início de dezembro, também nas torres do Estádio Morenão, jovem de 22 anos queria tentar se matar, sob a alegação de que sua namorada estava grávida e que ele estava com muitos problemas. Ele foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros e passa bem.




