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Policial

Ex-administrador de hospital é investigado por desvio milionário e tem bens sequestrados em operação

Durante a operação de hoje, a polícia realizou o sequestro de imóveis em três condomínios de luxo da cidade.

Dourados News

06 de Março de 2026 - 15:09

Ex-administrador de hospital é investigado por desvio milionário e tem bens sequestrados em operação
Operação deflagrada na manhã desta sexta-feira - Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News

A Polícia Civil de Dourados deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Ponto Cego, que investiga desvio de aproximadamente R$ 6 milhões de um hospital particular do município especializado em tratamento de olhos.

A ação, conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma residência no Jardim Água Boa e no sequestro de bens em condomínios de luxo.

Até o momento, o ex-administrador é investigado pelos crimes de furto qualificado praticado diversas vezes, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de capitais, devido à tentativa de ocultar a origem do dinheiro utilizado na compra dos imóveis.

As investigações começaram há alguns meses, após a polícia receber denúncias de que o então administrador da unidade de saúde estaria desviando valores da instituição para contas pessoais. Em entrevista ao Dourados News, o delegado Dermeval Neto, relatou que as investigações apontam que o investigado utilizava o montante subtraído para adquirir patrimônio de alto valor.

“As investigações se iniciaram há alguns meses, quando a Polícia Civil tomou conhecimento de que esse indivíduo, que era o administrador do hospital, realizou ali o furto de valores que chegariam a essa quantia de 6 milhões de reais, na verdade desviando esses valores e direcionando para suas contas e adquirindo inclusive bens imóveis em condomínios de luxo em Dourados”, explicou o delegado.

Durante a operação de hoje, a polícia realizou o sequestro de imóveis em três condomínios de luxo da cidade.

Essa medida judicial serve para garantir que, caso o crime seja comprovado ao final do processo, os bens possam ser utilizados para ressarcir o prejuízo do hospital.

“Essa é uma medida reparatória, uma medida constritiva desse bem imóvel que fica vinculada ao cartório, portanto visando a restituição de parte dos valores subtraídos”, afirmou o delegado. Além dos imóveis, foram apreendidos objetos que somam cerca de R$ 200 mil, notebooks, celulares e uma arma de fogo que estava em posse do investigado.

Não foram efetuadas prisões nesta etapa, pois o foco inicial da Polícia Civil foi a coleta de provas e a recuperação do patrimônio. Os materiais eletrônicos apreendidos serão analisados para verificar se houve a participação de outras pessoas no esquema. “Pode haver participação de mais pessoas. Inclusive, nós estamos fazendo os levantamentos necessários para a identificação desses demais autores”, declarou Dermeval.