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Policial

Ex-prefeito de Corumbá é condenado a 13 anos de prisão por corrupção

A ex-primeira-dama, Rosely Nassim Jorge Santos, era uma das principais beneficiárias do sistema de corrupção.

Correio Popular/Correio do Estado

03 de Dezembro de 2015 - 07:36

O ex-prefeito de Corumbá, Ricardo Chimirri Cândia, foi condenado a 13 anos e oito meses de prisão depois de julgamento da Justiça Estadual sobre um esquema de corrupção denunciado na prefeitura de Campinas (SP). Ele trabalhou como secretário de planejamento na época do esquema de cobrança de propinas. 

De acordo com o site, o processo tramita desde 2011 e tem 21 réus. Na decisão proferida recentemente, somente quatro pessoas foram absolvidas. Outro acusado de participar do esquema é Francisco de Lagos, também de Mato Grosso do Sul. O ex-diretor de comunicação da prefeitura de Campinas faleceu em agosto do ano passado.

Conhecido como Caso Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água de Campinas), as investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Uma megaoperação foi deflagrada para combater fraudes em licitações na empresa pública.

A ex-primeira-dama, Rosely Nassim Jorge Santos, era uma das principais beneficiárias do sistema de corrupção. Ela cobrava entre 5% e 15% dos valores do contrato como propina. Com isso direcionava as licitações para os empresários que aceitavam a proposta.

ENVOLVIDOS

Rosely Nassim é mulher do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT). Os crimes imputados contra ela foram formação de quadrilha, corrupção e fraude em licitação.

A decisão que condenou a prisão os envolvidos no caso Sanasa foi proferida pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes de Souza, na terça-feira (1º). Levantamento da promotoria de justiça indicou que o rombo pode ter chegado a R$ 180 milhões. Todos podem recorrer da sentença.

O site Correio Popular teve acesso à lista dos condenados:

- Ex-primeira-dama Rosely Nassim Jorge Santos: 20 anos e 1 mês de prisão;

- Ex-prefeito Demétrio Vilagra (PT): 13 anos de prisão;

- Delator do esquema, ex-presidente da Sanasa Luiz Augusto Castrillon de Aquino: 5 anos e 10 meses de prisão;

- Ex-diretor técnico da Sanasa, Aurélio Cance Júnior: 17 anos e 8 meses de prisão;

- Ex-diretor financeiro da Sanasa, Marcelo Figueiredo: 17 anos e 8 meses de prisão;

- Ex-diretor de Planejamento da Prefeitura, Ricardo Chimirri Cândia: 13 anos e 8 meses de prisão;

- Empresário Valdir Boscatto: 8 anos de prisão;

- Empresário da Hydrax, Gregório Cerveira: 11 anos de prisão;

- Empresário da Hydrax, João Thomaz Pereira Júnior: 11 anos de prisão;

- Empresário da Global, Alfredo Antunes: 8 anos de prisão;

- Empresário da Global, Augusto Antunes: 8 anos de prisão;

- Empresário da Camargo Correa, Dalton Avancini (réu e delator na operação Lava Jato): 8 anos de prisão;

- Empresário da Camargo Correa, Ibraim Hallack: 8 anos de prisão;

- Empresário José Carlos Cepera (responsável por várias empresas prestadoras de serviços da Sanasa): 12 anos e 10 meses de prisão;

- Lobista Maurício Manduca: 14 anos e 5 meses;

- Lobista Emerson Geraldo de Oliveira: 14 anos e 5 meses de prisão.