Policial
Ex-secretário é preso em operação contra fraudes em contratos de tapa-buracos
Ao todo, sete pessoas já foram presas na ofensiva.
Dourados News
12 de Maio de 2026 - 16:34

Um dos alvos da Operação Buraco Sem Fim, desencadeada na manhã desta terça-feira (12/5), em Campo Grande, o ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, Rudi Fiorese, foi preso.
A ação, desencadeada pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul, através do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), investiga contratos de tapa-buracos e manutenção de vias na Capital. Ao todo, sete pessoas já foram presas na ofensiva.
De acordo com o Campo Grande News, a prisão ocorreu em um apartamento no Edifício Solar das Garças, na Rua das Garças, no Centro da Capital, onde o ex-secretário mora.
Apesar de ter sido preso na condição de ex-secretário da Sisep, Fiorese ocupa desde fevereiro o cargo de diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), órgão do Governo do Estado responsável pela execução e fiscalização de obras públicas. Ele assumiu a função no Estado em fevereiro deste ano, após anos como servidor comissionado.
Em nota encaminhada ao Campo Grande News, a Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) esclarece que tomou conhecimento da operação, e reforça que Rudi presta esclarecimentos sobre sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital, período ao qual a investigação se restringe.
"A Seilog esclarece que tomou conhecimento da operação, que apura contratos do Município de Campo Grande, e que não é alvo da investigação. A Seilog acompanha o desenrolar da investigação, e está comprometida em adotar todas as medidas necessárias para garantir a lisura e transparência na administração pública", informou o governo em nota.
A operação
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação “Buraco Sem Fim”, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos de manutenção de vias públicas em Campo Grande.
A ação resultou no cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão contra investigados suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos.
Conforme as investigações, o grupo atuava fraudando medições e relatórios relacionados aos serviços de tapa-buracos e manutenção asfáltica realizados no município. O esquema permitia a liberação de pagamentos por serviços que, segundo o MPMS, não eram executados conforme contratado.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes localizaram pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo. Em um dos imóveis ligados a um servidor investigado foram encontrados R$ 186 mil em espécie. Já em outro endereço alvo da operação, os investigadores apreenderam R$ 233 mil em notas de real.
Segundo o Ministério Público, as fraudes teriam favorecido o enriquecimento ilícito dos envolvidos e causado prejuízos aos cofres públicos, além de comprometer a qualidade das vias urbanas de Campo Grande.
As apurações apontam ainda que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada acumulou contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões junto ao poder público municipal.
Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça no âmbito da investigação que apura crimes contra a administração pública e outros delitos correlatos. Os nomes dos presos não haviam sido divulgados oficialmente até a última atualização do caso.




