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Policial

Exame comprova estupro de indígena de 13 anos em Dourados

A mãe das crianças também foi ouvida e confirmou que não sabia das atitudes do marido

Dourados Agora

17 de Outubro de 2014 - 09:26

Um exame de corpo e delito comprovou na tarde de ontem que uma menina indígena de 13 anos vinha sendo estuprada, há pelo menos um ano, pelo próprio padrasto na Aldeia Bororó em Dourados. As crianças foram recolhidas na última quarta-feira pelo Conselho Tutelar, após a irmã de 11 anos, fugir depois de ser assediada.

De acordo com a conselheira suplente, Darci Lima, os representantes do Conselho Tutelar chegaram até o caso, após a menina de 11 anos ser levada por parentes ao Centro de Referência em Assistência Social - Cras.

"Essa criança estava com muito medo de que algo também acontecesse com ela, pois vinha acompanhando o sofrimento da irmã. No sábado, ela deixou um bilhete para a mãe e fugiu para a casa de parentes, sendo levada na segunda-feira até o Cras", disse ao Douradosagora.

O exame de corpo e delito não confirmou o estupro à menor de 11 anos. A conselheira afirmou que a irmã dela de 13 anos, confirmou durante o depoimento à delegada da Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher, Rozeli Dolor Galego, que o abuso sexual acontece há quase um ano e que não contou à mãe porque o padrasto fazia ameaças.

A mãe das crianças também foi ouvida e confirmou que não sabia das atitudes do marido. O caso foi registrado como estupro de vulnerável, já que o estupro não se caracteriza apenas como o ato sexual.