Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 9 de Julho de 2026

Policial

Feminicida é condenado a 27 anos por matar esposa a tiros em aldeia de Dourados em 2024

Por ciúmes, réu matou a esposa com um tiro no rosto.

Midiamax

09 de Julho de 2026 - 14:09

Feminicida é condenado a 27 anos por matar esposa a tiros em aldeia de Dourados em 2024
(Marcos Morandi, Jornal Midiamax)

Jonemar Ramos Machado, de 47 anos, foi condenado a cumprir 27 anos, 9 meses e 23 dias de prisão por matar a esposa, Vanderli Gonçalves dos Santos, de 48 anos, com um tiro na cabeça, em 27 de novembro de 2024, na Aldeia Jaguapiru, em Dourados.

De acordo com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o Conselho de Sentença acolheu integralmente a denúncia, reconhecendo que Jonemar teve a intenção de matar Vanderli.

Conforme a denúncia, o feminicídio ocorreu por ciúmes e comportamento possessivo por parte do réu, que, no dia do crime, discutiu com a companheira e a matou com um tiro no rosto. Além disso, durante a tentativa de fuga, Jonemar atirou contra investigadores da Polícia Civil.

A decisão, segundo a publicação do MPMS, considera o histórico criminal do réu, que acumula ao menos 17 passagens pela polícia por crimes como tráfico de drogas, ameaças, homicídio, lesão corporal, receptação, desacato e calúnia, além de ser investigado à época como chefe do tráfico de uma aldeia.

Sobre o crime

Jonemar Ramos Machado, de 47 anos, matou a esposa Vanderli Gonçalves dos Santos, de 48 anos, moradora da Aldeia Jaguapiru, em Dourados, com um tiro na cabeça na noite do dia 27 de novembro de 2024.

Policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) prenderam o autor horas depois do feminicídio, no bairro Jardim Clímax. Ele tentou reagir e houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido. O autor foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos. O casal teria discutido e, logo depois, Jonemar atirou na esposa.

Uma ambulância da Prefeitura de Dourados foi acionada para atendimento da vítima, mas a mulher já estava morta quando a equipe chegou.

Segundo o delegado Erasmo Cubas, na época à frente do SIG, ao que tudo indica, a vítima foi assassinada com tiro à queima-roupa, pois ela estaria sentada ao lado da cama quando foi atingida na cabeça.

Após matar Vanderli, Jonemar fugiu em uma caminhonete e teria passado a noite ingerindo bebida alcoólica e usando drogas. Logo pela manhã, ele buscou duas mulheres, sendo uma adolescente.

“Ao que tudo indica, ele não tentou se esconder nem demonstrou arrependimento. Após o assassinato, ele foi consumir bebida alcoólica e entorpecentes e virou a noite. Pela manhã, ele buscou essas jovens. Ele estava curtindo, não estava em nenhum luto”, explicou o delegado.

Durante as investigações, testemunhas e familiares da vítima foram ouvidos na delegacia e relataram que o feminicídio teria sido motivado por ciúmes.

“Era algo que as próprias testemunhas disseram que vinha sendo recorrente. Ele era muito ciumento, proibia a Vanderli de olhar para outros homens quando ela estava na residência, segundo os relatos. Quando outros homens estavam na casa, ela tinha que ficar de costas”, afirmou o delegado do SIG.