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Policial

Gaeco encontra munição irregular com diretor da Agepen

Na casa do agente penitenciário Rossandro Ramalho, 37 anos, também foram encontradas quatro munições, sendo três de calibre .380 e uma de calibre .38.

Correio do Estado

27 de Janeiro de 2017 - 16:19

Buscas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) levaram ao encontro de cinco munições de calibre .12 que estavam trancadas em gaveta de mesa de trabalho do diretor do Departamento de Operações da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Reginaldo Francisco Régis, 50 anos.

O Gaeco cumpriu nesta manhã sete mandados de busca e apreensão contra o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa e os responsáveis pela Diretoria de Assistência Penitenciária, da Divisão de Estabelecimentos Penais e da Diretoria de Operações e Divisão de Trabalho, no caso Reginaldo Francisco Régis, que não estava trabalhando porque está em férias.

A posse irregular de munição foi registrada na 3ª Delegacia de Polícia Civil pelo delegado Paulo Henrique Sá hoje, por volta das 11h30.

Foi preciso que chaveiro abrisse a gaveta, pois ela estava trancada e não foi entregue chave aos agentes do Gaeco que cumpriam o mandato. As munições estavam em escritório da Agepen que fica na Rua Santa Maria, 1307, no bairro Monte Castelo, na Capital.

Na casa do agente penitenciário Rossandro Ramalho, 37 anos, também foram encontradas quatro munições, sendo três de calibre .380 e uma de calibre .38. Elas estavam no quarto dele, dentro do guarda roupa, escondida em um copo plástico. Ramalho, que foi acordo pelos agentes às 6h, acabou encaminhado para a 3ª DP.

A investigação da unidade do Ministério Público Estadual (MPE) foi desencadeada para apurar corrupção, peculato (quando funcionário público comete crime contra a administração pública) e falsidade documental. Essas irregularidades teriam sido cometidas na época que foi implantado o Curso de Treinamento para Intervenção Rápida, Contenção, Vigilância e Escolta a 78 agentes penitenciários, em abril do ano passado.

O treinamento foi custeado pelo Ministério da Justiça e ministrado pela Diretoria de Operações Especiais, do Grupo Tático de Intervenção Penitenciária e Escoltas do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (DPOE). Foram 120 horas/aula realizadas. Havia 102 vagas para homens e 18 para mulheres, mas nem todas foram preenchidas.

APURAÇÃO

A Operação Girve cumpriu mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Aquidauana hoje. Eles foram expedidos pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, Carlos Alberto Garcete.

Além da munição encontrada na sala do diretor do Departamento de Operações e Divisão de Trabalho, foram apreendidos também R$ 90 mil e os celulares de todos os envolvidos na investigação.

A reportagem procurou a Agepen e o governo do Estado para se posicionarem. Foi informado que haverá nota oficial sobre o caso até o final do dia.

O Gaeco não divulgou detalhes sobre as irregularidades praticadas pela diretoria da agência que administra o sistema prisional de Mato Grosso do Sul.

OUTRO CASO

Na segunda-feira (23), o Gaeco cumpriu mandados de prisão contra os diretores dos presídios de regime fechado e semiaberto de Corumbá, Ricardo Wagner Lima do Nascimento e Douglas Novaes Vilas. Comerciantes também foram detidos.

Eles integrariam grupo criminoso que traficava drogas e ainda cometia crimes como corrupção, peculato e falsidade documental. Os comerciantes detidos, segundo o MP, eram parentes de presos e auxiliavam nos crimes.

O Estabelecimento Penal da cidade, que é de segurança média, foi o principal alvo da operação. No entanto, segundo apurou o site Capital do Pantanal, casa do vereador reeleito Youssef El Sala (PDT) também foi alvo de buscas.