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Saúde

Bebê indígena é a décima vítima da Chikungunya em Dourados

A vítima, segundo o COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), é um menino que morava na Aldeia Bororó e tinha apenas 48 dias de vida.

Dourados News

08 de Maio de 2026 - 14:56

Bebê indígena é a décima vítima da Chikungunya em Dourados
Bebê estava internado no HU-UFGD - Crédito: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados News

Mais uma pessoa morreu em decorrência da Chikungunya em Dourados, elevando para 10 o número de óbitos pela doença no município - nove deles nas aldeias indígenas da cidade. A vítima, segundo o COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), é um menino que morava na Aldeia Bororó e tinha apenas 48 dias de vida.

De acordo com as informações do Centro, ele estava internado no Hospital Universitário HU/UFGD desde o dia 3 de maio, quando foi levado pelas equipes de saúde que atuam na Reserva Indígena.

É a nona morte registrada entre os moradores das Aldeias Bororó e Jaguapiru, onde a epidemia se alastrou com 3.199 notificações, 2.475 casos prováveis, 2.088 casos confirmados, 724 casos descartados e 387 casos em investigação.

O Informe Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (8/5) aponta que Dourados tem hoje 35 pacientes internados com Chikungunya, sendo quatro no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 19 no Hospital Universitário HU-UFGD, um no Hospital Cassems, um no Hospital Unimed, sete no Hospital Regional, dois no Hospital da Vida e um no Hospital Evangélico Mackenzie.

Em números gerais, o município registrou 8.149 notificações para Chikungunya, com 5.350 casos prováveis, 3.340 casos confirmados, 2.799 casos descartados, 2.010 casos em investigação.

A curva de positividade da Chikungunya em Dourados ainda se mantém em níveis elevados (entre aproximadamente 54% e 61%) ao longo dos últimos 15 dias, de acordo com os laudos já liberados e computados, o que indica intensa circulação viral. Ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa.

Em relação aos óbitos, além dos 10 casos confirmados, existem outras 3 mortes em investigação: 1 criança indígena de 12 anos; 1 idoso não indígena de 84 anos, portador de doença arterial coronariana; 1 homem de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco, tendo evoluído para óbito na UPA em 27/04/2026.

O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também é coordenador-geral do COE, lamentou a décima morte por Chikungunya em Dourados.

“A situação continua muito grave e as pessoas precisam entender que combater os focos do mosquito Aedes aegypti não é obrigação exclusiva da prefeitura e sim de toda população”, voltou a enfatizar Marcio Figueiredo. “Somente com esforços conjuntos, acabando com todos os pontos de água parada, mantendo os quintais limpos e recolhendo o lixo de forma correta, vamos vencer a guerra contra esse mosquito”, finaliza.