Saúde
Mato Grosso do Sul divulga novo levantamento sobre dengue
SES divulga dados do LIRAa e alerta para áreas com maior infestação.
Capital News
23 de Junho de 2026 - 09:28

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) divulgou os resultados do segundo ciclo do LIRAa de 2026, realizado em maio. O levantamento serve como base para o planejamento das ações de prevenção e combate às arboviroses nos municípios do Estado.
O estudo identifica os níveis de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Com isso, gestores podem direcionar medidas mais rápidas e estratégicas de controle.
Entre os municípios com maior risco, com índice acima de 4, estão Eldorado (9,8), Santa Rita do Pardo (7,5), Ribas do Rio Pardo (6,6), Rio Negro (5,9), Bela Vista (5,9), Maracaju (5,6), Ponta Porã (5,3), Anastácio (5,2) e Terenos (4,7).
Também aparecem próximos desse nível Água Clara (4,1) e Camapuã (4,0), o que reforça a necessidade de manter ações constantes de vigilância e eliminação de criadouros do mosquito.
Na faixa de médio risco, entre 1 e 3,9, estão municípios como Bataguassu, Porto Murtinho, Coronel Sapucaia, Corumbá, Itaquiraí, Itaporã, Três Lagoas, Naviraí e outros, que seguem em monitoramento.
A secretária adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, afirmou: “Os dados do LIRAa permitem identificar áreas prioritárias e planejar ações de forma antecipada”. Ela destacou que a ação rápida reduz a proliferação do mosquito.
Segundo o gerente estadual de Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira, “o levantamento orienta o apoio técnico do Estado e ajuda a definir áreas prioritárias para visitas e bloqueios”.
Ele reforçou ainda: “O combate ao mosquito é contínuo e depende do envolvimento de toda a população, mesmo em períodos de menor chuva”.
A SES também informou municípios com índice zero, como Ladário, Nioaque, Juti, Japorã, Dois Irmãos do Buriti e Deodápolis. Alcinópolis, Campo Grande e Dourados não realizaram o levantamento no período.
O órgão reforça que a prevenção depende da população e do poder público, com eliminação de criadouros, limpeza de quintais, caixas d’água e descarte correto de lixo para reduzir o risco da doença.




