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Policial

Homem é encontrado morto com suspeita de traumatismo craniano em Corumbá

Vítima vestia camiseta do Brasil; polícia investiga o caso como homicídio.

Midiamax

06 de Julho de 2026 - 14:11

Homem é encontrado morto com suspeita de traumatismo craniano em Corumbá
Corumbá. (Divulgação, PMC)

Um homem de aproximadamente 40 anos foi encontrado morto com suspeita de traumatismo craniano em Corumbá, a 429 quilômetros de Campo Grande, na madrugada desta segunda-feira (6).

A vítima foi assassinada em meio à guerra entre facções que ocorre na fronteira de Corumbá com a Bolívia. Desde a morte do policial militar Marcelo Pimenta com tiro de fuzil, o policiamento foi reforçado na região, com a Operação Jovem Guerreiro. No sábado (4), Rubens Zílio Neto, vulgo “Apolo”, morreu em um ataque ao comboio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe da Rádio Patrulha da PM (Polícia Militar) foi acionada para a rodovia Ramon Gómez, sentido Bolívia, nas proximidades do Posto Esdras da Receita Federal.

Ao chegarem ao local, os policiais constataram que a vítima apresentava intenso sangramento na região da cabeça, compatível com traumatismo craniano, e várias escoriações pelo corpo.

Na ocasião, o homem usava uma camiseta da Seleção Brasileira, bermuda e calçava um tênis de cor escura. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para o local e constatou o óbito.

Posteriormente, equipes da Força Tática e perícia estiveram no local fazendo os levantamentos. Nenhum documento pessoal ou qualquer outro pertence que pudesse identificar a vítima foi encontrado.

Diante dos fatos, o corpo foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e o caso foi registrado como homicídio simples na Polícia Civil.

Moradores comparam Corumbá ao Rio de Janeiro

Moradores de Corumbá comparam a situação do município à do Rio de Janeiro, cidade conhecida pela violência e pelos frequentes tiroteios entre policiais e membros de facções criminosas.

Desde terça-feira (30), a presença de policiais foi reforçada na fronteira com a Bolívia. Moradores vivem um clima de terror em Corumbá e temem mais trocas de tiros entre agentes de segurança pública e facções criminosas. Ao Jornal Midiamax, residentes da cidade do Pantanal sul-mato-grossense relataram o cenário de terror ao verem policiais fortemente armados em um posto de combustíveis.

“‘Bagulho’ tá louco aqui no posto, hein?! Os policiais do Bope estavam transportando os presos e os bandidos fecharam os policiais no posto. Começaram a trocar tiros de fuzil, os caras correram tudo para o mato com fuzil. Do nada, começaram a encostar vários policiais ali, Choque, PRF [Polícia Rodoviária Federal], PM. Os caras trocando tiros de fuzil no posto”, falou um morador da região.

Reforço policial

Desde a manhã de domingo (5), diversas forças da PM (Polícia Militar) estão na região de Corumbá fazendo buscas para localizar os suspeitos envolvidos no ataque ao comboio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que terminou na morte de Rubens Zílio Neto, vulgo “Apolo”.

O suspeito de envolvimento na morte do soldado Marcelo Pimenta morreu na noite de sábado (4), durante sua transferência de Corumbá para Campo Grande, após passar por audiência de custódia. A escolta policial estava sendo realizada por viaturas do Bope — segundo apurado, quatro participavam, sendo uma delas descaracterizada.

No entanto, em determinado momento, o pneu da viatura que transportava “Apolo” teria furado. Quando os militares desembarcaram em um posto de combustíveis para retirar o estepe da viatura, “Apolo” foi alvejado por disparos vindos de uma área de mata.

A partir daí, equipes do Bope, Batalhão de Choque, TOR (Tático Ostensivo Rodoviário) e DOF (Departamento de Operações de Fronteira) que já estavam em Corumbá iniciaram as buscas pelos atiradores, inclusive na área de mata. Uma barreira também foi criada com abordagens em pontos considerados estratégicos por eles.

Até o momento, ninguém foi localizado ou preso. Inclusive, o terceiro suspeito de envolvimento na morte do soldado continua foragido.

‘Prontos para revidar’

O policiamento na fronteira de Corumbá com a Bolívia foi reforçado após a morte do policial militar Marcelo Pimenta. Durante coletiva de imprensa na última quarta-feira (1º), o comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), coronel Renato dos Anjos Garnes, disse que um reforço policial foi feito em Corumbá, na região de fronteira, e em Ladário.

O comandante-geral também pontuou que a corporação está em constante formação e preparada para reagir. “A Polícia Militar está em constante formação, sempre estudando. O que acontece é que os criminosos resolveram reagir às ações dos militares e aí acontecem esses confrontos. Se eles quiserem confrontar, a PMMS está preparada para reagir”, afirmou o coronel Renato dos Anjos Garnes.