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Policial

Índio não foi enterrado e clima permanece tenso em Sete Quedas

Um funcionário da fazenda, que figura com o principal suspeito de ter assassinado o indígena, está preso

A Gazeta News

15 de Junho de 2013 - 08:00

O indígena Celso Figueredo, de 34 anos, assassinado a tiros na manhã de quarta-feira (12) na Fazenda Califórnia, na divisa entre os municípios de Sete Quedas e Paranhos, ainda não foi sepultado e o clima permanece tenso na região.

Grupos indígenas querem enterrar o guarani-kaiowá na fazenda, onde ele foi morto, mas produtores rurais não querem permitir pelo fato de que tal ato possa gerar álibi para invasões de terras.

Em uma reunião realizada no final da tarde dessa sexta-feira (14) com a participação do proprietário da fazenda e representantes da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, teria até se chegado a um acordo para permitir o sepultamento do índio na fazenda, mas os demais produtores rurais da região não aceitaram a decisão.

Como o impasse continua, o MPF teria estendido um prazo até as 9h30 de hoje, sábado, para os produtores decidirem se permitem ou não o sepultamento do índio na propriedade rural.

A FUNAI alega, segundo os produtores, que é da cultura indígena enterrar seus familiares no local onde eles morreram. Um funcionário da fazenda, que figura com o principal suspeito de ter assassinado o indígena, está preso.

A polícia descarta qualquer hipótese de o crime ter sido cometido por conta de disputa de terras e aponta uma possível vingança como a causa provável para o assassinato.