Policial
Justiça aceita denúncia contra todos os envolvidos em caso de exploração sexual
O processo será mantido sob sigilo para a proteção das adolescentes, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Correio do Estado
11 de Maio de 2015 - 16:13
O Ministério Público em Mato Grosso do Sul (MPMS) ofereceu denúncia contra todas as pessoas investigadas no caso de exploração sexual de adolescentes em Campo Grande. O caso segue em segredo de Justiça.
O inquérito foi concluído e entregue o Ministério Público pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). A denúncia foi recebida e aceita pelo Poder Judiciário no dia 4 de maio e está em face de citação dos réus e abertura de prazo para apresentação de defesa.
De acordo com o MPE, os promotores de Justiça que atuam no caso, juntamente com os promotores de Justiça do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), constataram indícios dos crimes de exploração sexual, extorsão, corrupção de menores, tráfico de menor de idade para fins de exploração sexual, posse de material pornográfico de adolescentes, prática de sexo com menor de idade para fins de exploração sexual e associação criminosa com participação de menores.
O processo será mantido sob sigilo para a proteção das adolescentes, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Outras investigações complementares estão sendo procedidas pelo Ministério Público e Polícia Civil.
O CASO
Fabiano Viana Otero, Luciano Pageu e ex-vereador da Capital Robson Martins foram indiciados pelos crimes de exploração sexual, induzir adolescentes a incorrer em ilícito penal e extorsão. Os dois últimos foram presos quando recebiam uma parcela da extorsão contra o ex-vereador Alceu Bueno, que aparece em vídeos segundo as acusações mantendo relações sexuais com duas adolescentes.
O ex-vereador Alceu Bueno e o ex-deputado estadual Sérgio Assis, que também teriam sido identificados em outro vídeo com adolescentes, foram indiciados por exploração sexual. Alceu renunciou, no dia 24 de abril, ao cargo de presidente estadual do PSL e renunciou ao cargo de vereador no dia 28 de abril. O mesmo fez Sérgio Assis que, antes de ser expulso, desfiliou-se do PSB.
Fabiano, apontado como mentor do caso de exploração sexual, foi preso no dia 26 de abril e a Justiça homologou acordo de delação premiada. O suspeito foi ouvido e o caso segue em sigilo.




