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Policial

Justiça determina uso de tornozeleira para investigado por violência doméstica

A medida cautelar foi deferida pelo Poder Judiciário no âmbito de investigação que apura crimes praticados no contexto de violência doméstica.

Dourados News

10 de Junho de 2026 - 16:40

Justiça determina uso de tornozeleira para investigado por violência doméstica
Polícia Civil efetuou ação - Crédito: Divulgação PCMS

A equipe de capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande cumpriu, na tarde desta segunda-feira (9), mandado de monitoramento eletrônico cautelar expedido contra G.F.B., de 23 anos, investigado por violência doméstica e familiar contra a mulher.

O autor foi localizado em Ponta Porã e, após o cumprimento da determinação judicial, foi encaminhado à Central de Monitoramento para a instalação de tornozeleira eletrônica e adoção das demais providências legais.

A medida cautelar foi deferida pelo Poder Judiciário no âmbito de investigação que apura crimes praticados no contexto de violência doméstica. Conforme registros policiais, a vítima relatou que manteve relacionamento amoroso com o investigado por cerca de um ano e meio, encerrado em dezembro de 2025. Segundo seu depoimento, a relação teria sido marcada por comportamentos abusivos, ciúmes excessivos, controle sobre sua rotina, ofensas, humilhações, ameaças e episódios de violência física e psicológica.

De acordo com a ocorrência, mesmo após o término, o investigado teria insistido em manter contato com a vítima por diferentes meios, incluindo ligações telefônicas, mensagens, SMS, transferências via PIX e contatos com familiares e colegas de trabalho. A mulher também informou que ele passou a frequentar locais onde ela trabalhava ou costumava estar, situação que lhe causava medo e insegurança.

Durante as investigações, foi registrado ainda um novo boletim de ocorrência por suposto descumprimento de medida protetiva de urgência. Conforme o relato, a vítima estava em uma lanchonete acompanhada de um amigo quando o investigado passou pelo local dirigindo um veículo, retornou mais de uma vez, estacionou e se aproximou para conversar, apesar da ordem judicial que determinava o afastamento e a proibição de contato.

Ainda segundo a vítima, o autor teria se dirigido ao amigo dela afirmando que “só não iria acabar com ele para não estragar a vida por pouca coisa”, além de declarar que ela poderia acionar a polícia, pois queria que o mandasse para a cadeia. O boletim também registra que, durante o atendimento da ocorrência, o investigado teria passado em frente à unidade policial, fato que aumentou o temor da vítima e de sua mãe.

Diante do histórico de violência, das ameaças relatadas e da notícia de descumprimento das medidas protetivas, a autoridade policial representou pela imposição de novas medidas cautelares. O pedido foi acolhido pela Justiça, que determinou o monitoramento eletrônico do investigado e estabeleceu uma área de exclusão de 200 metros da residência da vítima, com o objetivo de reforçar sua proteção e garantir o cumprimento das decisões judiciais.