Policial
Localização de carro que seria de ex-vereador assassinado mobiliza policiais
Alceu Bueno estava desaparecido deste a noite de anteontem, quando saiu de depósito que era dono.
Correio do Estado
22 de Setembro de 2016 - 13:14
Denúncia da localização de carro que poderia ser do ex-vereador Alceu Bueno, assassinado na noite de terça-feira (20), mobilizou policiais do Grupo Especializado de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), na manhã de hoje. O automóvel estava abandonado na Rua Porto dos Gaúchos, na Coophavilla, em Campo Grande.
De acordo com o delegado Edilson dos Santos, titular da delegacia especializada, informações eram de que no endereço havia carro que poderia ser do ex-vereador, já que tinha características semelhas às divulgadas pela imprensa. No entanto, segundo a autoridade policial, a denúncia não foi confirmada. Era da mesma cor, mas de modelo diferente. Constatamos que o automóvel havia sido roubado de um casal durante a noite, citou o delegado.
Alceu Bueno estava desaparecido deste a noite de anteontem, quando saiu de depósito que era dono. Ele estava em carro Land Rover, que continua desaparecido. A morte do ex-vereador foi confirmada depois de o corpo dele ser encontrado quase todo queimado, em matagal, na região do Parque dos Poderes. Sem possibilidade de reconhecimento, a identificação foi possível por meio de exame de digitais em poucos dedos que não chegaram a ser totalmente carbonizados.
O delegado Edilson está empenhado na investigação, junto à Delegacia Especializado de Homicídios (DEH) e diz ainda não haver suspeitos na autoria do crime. Sobre motivação, há algumas, porém nenhuma confirmada.
Imagens de câmera de segurança de condomínio perto de onde o corpo foi queimado mostram o momento em que pelo menos duas pessoas chegam no carro que seria de Alceu e fogem depois de atearem fogo, por volta das 23h50min de terça-feira (20).
O ex-vereador estava com a língua de fora e a suspeita é que ele tenha sido assassinado por estrangulamento. O crime possivelmente foi cometido em outro lugar e a área deserta usada apenas para queimar o corpo na tentativa de desconstrução de provas, acreditam investigadores.
Veja o vídeo:




