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Policial

Maioria das vítimas graves e mortos no trânsito tem de 18 a 25 anos

Ou seja, 40 das 126 vítimas que morreram no ano passado. Dos mortos, 86% são homens e 14% mulheres

Campo Grande News

24 de Outubro de 2013 - 16:20

O perigo ronda a faixa etária de 18 a 25 anos no trânsito de Campo Grande. O risco é maior se for homem e motociclista. Os dados são do GGIT (Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito), que divulgou nesta quinta-feira a pesquisa “Análise dos Acidentes de Trânsito Graves e Fatais”, que tem como base o ano de 2012.

Das pessoas que perderam a vida em acidentes pelas ruas da cidade, 32% tinham entre 18 e 25 anos. Ou seja, 40 das 126 vítimas que morreram no ano passado. Dos mortos, 86% são homens e 14% mulheres.

Das 906 vítimas graves, 35% também contavam com idade de 18 a 25 anos. Ao todo, 325 pessoas. Essa faixa etária reponde por uma parcela maior do que soma dos total de vítimas graves com idade de 26 a 40 anos, que chegou a 316 pessoas. Das vítimas graves, 79% são homens.

Se for considerado somente os motociclistas que sofreram ferimentos graves, a maioria, 296 dos 759, tinha entre 18 e 25 anos . O principal tipo de acidente grave tendo motociclistas como vítima é de colisão transversal. Os dois principais fatores de risco são velhos conhecidos: álcool e velocidade.

A frota em Campo Grande era de 453.531veículos no ano passado, sendo 129 mil motocicletas. Comandante da PRE (Polícia Rodoviária Estadual), o tenente-coronel Jonildo Teodoro, avalia que os jovens são vítimas da inexperiência e da pressa. “São 80% dos que se envolvem em acidentes. Os jovens são afoitos. Saem sempre atrasado, passam no sinal vermelho”, afirma.

Responsável pelo setor de psicologia da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Renan da Cunha Soares Júnior, avalia que é preciso pensar na formação do condutores antes que os jovens cheguem ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para obtenção de CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Os locais de acidentes na cidade foram georreferenciados. “Vamos atacar os pontos críticos e sinalizar as vias”, afirma a diretora-presidente da Agetran, Kátia Moraes Castilho.