Policial
Menina de 11 anos é assediada por motociclista e pai reclama de descaso
Ao ver a mãe, que trabalha como diarista, a menina começou a chorar e ficou muito nervosa.
Campo Grande News
25 de Outubro de 2015 - 20:33
Uma menina de 11 anos foi perseguida na manhã deste domingo (25), por um motociclista enquanto voltava de um supermercado no bairro Jardim Morenão. Segundo relato do pai, que é atendente de farmácia e não foi idenitifcado para preservar a identidade da criança, ela contou que havia ido ao supermercado, próximo a residência da família e, na volta, foi abordada por um homem em uma moto azul, que perguntou a ela onde havia escola e posto desaúde no bairro.
Com medo, a menina saiu correndo e foi perseguida pelo motociclista. Ao chegar na rua de casa, ela tocou o interfone no residencial que mora com a família e foi atendida por uma vizinha. Assustado, o homem acabou fugindo, mas antes, chegou a mostrar os órgãos genitais para a criança.
Ao ver a mãe, que trabalha como diarista, a menina começou a chorar e ficou muito nervosa. O pai, que estava trabalhando, só soube do caso porque a mãe ligou avisando.
Indignado, ele telefonou para o serviço de 190 da Polícia Militar e solicitou que as duas escolas do bairro fossem avisadas da presença do motociclista na região, já que, com a aplicação das provas do Enem, ele temia que alguma adolescente fosse atacada pelo homem.
O atendente, porém, disse que não havia necessidade de avisar as escolas e as guarnições. O pai então, por conta própria, ligou nas duas escolas com o intuito de alertar os estudantes. A Justiça e o serviço público deveriam melhorar a qualidade do atendimento a população. Omitir e não informar um caso desses pode colocar outras pessoas em risco", reclama.
O atendente de farmácia acredita que a polícia deveria ter outra forma de verificar denúncias desse tipo, até para evitar acidentes. "Se eu estivesse em casa, provavelmente procuraria esse cara no bairro e se encontrasse, poderia matá-lo", ressalta.
Ainda nervosa, a mãe da menina diz que a filha ficou com muito medo e que agora se preocupa com o trajeto dela até a escola. A diarista disse que é comum no bairro ocorrências de estupro e reclamações de assaltos.




