Policial
‘Não sabia que era foragido’, diz homem que hospedou bombeiro acusado de matar esposa
Militar foi encontrado com o irmão e o dono de imóvel na Vila Almeida.
Midiamax
27 de Junho de 2026 - 09:30

O homem que hospedou o subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte, de 45 anos, alegou que não sabia que o militar era foragido da Justiça. O subtenente foi preso em março após ser acusado de matar a esposa, Liliane de Souza Bonfim Duarte, em Ponta Porã, mas fugiu do PME (Presídio Militar Estadual) no dia 12 de junho.
Duas semanas após a fuga, Elianderson foi encontrado por policiais militares da 5ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar) em uma casa na Vila Almeida, na noite de sexta-feira (26).
A recaptura aconteceu após a equipe receber uma denúncia anônima de que um indivíduo foragido da Justiça estaria escondido no imóvel. Assim, os policiais foram até o local e encontraram o irmão do autor e o proprietário do imóvel.
Na ocasião, o proprietário da residência alegou desconhecer que o bombeiro era foragido. O militar foi conduzido para a Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada).
Após os procedimentos de praxe na delegacia, o bombeiro foi apresentado ao PME por volta das 2h da madrugada deste sábado (27).
Prisão
Elianderson estava preso desde março deste ano por matar a esposa, Liliane. O militar agrediu a então companheira com golpes de marreta na cabeça, em uma casa na Vila Reno, e alegou legítima defesa.
Na época, o bombeiro precisou ficar hospitalizado em Ponta Porã, pois se queixava de dores nos pés e escoriações pelo corpo, alegando ter sido agredido por moradores que o perseguiram. Logo depois, surgiram denúncias de que ele estaria recebendo regalias na unidade hospitalar.
Na ocasião, a corporação negou as supostas regalias e informou que todas as providências cabíveis foram tomadas conforme a lei. Após o atendimento médico no hospital, o subtenente do 4º GBM foi transferido para o Presídio Militar Estadual na tarde do dia 5 de março.
Feminicídio
Segundo o boletim de ocorrência, no dia cinco de março, após agredir a esposa e os filhos, o subtenente, de 45 anos, saiu correndo pelas ruas do bairro com duas facas de serra. Quando a equipe policial chegou ao local, o bombeiro estava contido por populares; no entanto, estava alterado e nervoso, gritando que apenas se defendeu de sua mulher, que queria esfaqueá-lo.
Em decorrência disso, ele justificou, conforme o registro policial, que teve de ‘pegar uma marreta e acertar a cabeça dela’. A vítima foi socorrida inconsciente por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Já os filhos, de 13, 15 e 17 anos, foram socorridos por vizinhos para atendimento médico.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que os filhos do casal saem de casa, às 17h27, e correm pela rua pedindo ajuda para quem passa pela via. Frequentadores e funcionários de um estabelecimento da esquina se depararam com a cena e correram para tentar ajudá-los. Dias depois da agressão brutal, a vítima morreu no Hospital da Vida, em Dourados.




