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Policial

Operação contra fraudes em fundos de pensão atinge duas cidades de MS

Ainda conforme a PF, a investigação, que teve início há um ano e meio, detectou irregularidades nos Regimes Próprios de Previdência Social nas prefeituras de Ponta Porã e Porto Murtinho.

G1 MS

19 de Setembro de 2013 - 15:19

A operação da Polícia Federal (PF) denominada “Miquéias”, deflagrada nesta quinta-feira (19), atinge dois municípios de Mato Grosso do Sul. A ação também cumpre mandados em outros oito estados, além do Distrito Federal. O objetivo, segundo informações divulgadas pela PF, é desarticular organizações criminosas que atuam de forma distinta: lavagem de dinheiro e má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas. Os prejuízos aos cofres públicos podem chegar a R$ 300 milhões.

Ainda conforme a PF, a investigação, que teve início há um ano e meio, detectou irregularidades nos Regimes Próprios de Previdência Social nas prefeituras de Ponta Porã e Porto Murtinho. Dois mandados de busca e apreensão são cumpridos em cada cidade. Inicialmente, a PF informou que eram mandados de prisão. Ainda não há a informação de quantas pessoas estão sob investigação em MS.

A Polícia Federal apura a lavagem de dinheiro por meio da utilização de contas bancárias de empresas de fachada ou fantasmas, abertas em nome de “laranjas” ou “testas-de-ferro”, que buscavam ocultar os verdadeiros responsáveis por tais movimentações. Conforme divulgado, a partir de então, verificou-se a existência de uma holding de empresas que consistia em uma espécie de terceirização para lavagem do dinheiro proveniente de crimes diversos. Valores ilícitos circulavam pelas contas da quadrilha até serem sacados em espécie.

A PF também revela que a investigação identificou o aliciamento de prefeitos e gestores de Regimes Próprios de Previdência Social pelos líderes da organização criminosa. Eles eram convencidos a aplicar recursos em fundos de investimentos com “papeis podres”, geridos pela própria quadrilha. As investigações também indicaram que prefeitos e gestores eram remunerados com um percentual sobre o valor aplicado e que lobistas agiam como intermediadores entre agentes políticos e os criminosos.

Conforme informações da Polícia Federal, presos e indiciados na operação podem responder por crimes de gestão fraudulenta, operação desautorizada no mercado de valores mobiliários, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica.