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Policial

Operação contra furto de energia prende 26 pessoas em MS, diz polícia

Para consumar a fraude era só conectar um cabo ótico no medido e reprogramar o aparelho para registrar um consumo menor

G1 MS

23 de Maio de 2014 - 08:39

A operação Alta Voltagem, deflagrada nesta quinta-feira (22) para desmontar um esquema de fraude de energia elétrica, prendeu 26 pessoas, segundo a Polícia Civil. Em um ano, mais de R$ 32 milhões em impostos deixaram de ser arrecadados por conta do esquema.

Segundo a polícia, a quadrilha investigada desenvolveu uma técnica para furtar energia usando um programa de computador que altera o registro de consumo dos medidores eletrônicos.

Para consumar a fraude era só conectar um cabo ótico no medido e reprogramar o aparelho para registrar um consumo menor. A técnica era vendida por até R$ 2,8 mil para os consumidores. A operação é o resultado de oito meses de investigação. Em um ano, os furtos de energia causaram prejuízos de R$ 87 milhões para a empresa concessionária no estado, segundo a polícia.

Na capital do estado, a operação se concentrou em três bairros. Em um condomínio foram cumpridos mandados de busca e apreensão em um dos apartamentos e os técnicos da empresa concessionária constaram que o vizinho é suspeito de furtar energia.

Em outro ponto da cidade, um comerciante de 44 anos também foi preso. Ele é apontado pelas investigações como um dos chefes do esquema de fraude. Com ele foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos, lacres, computadores e um medidor que era usado para testes nas instalações fraudulentas. Ele não quis falar com a imprensa.

Em Corumbá, região do Pantanal, os policiais começaram a cumprir os mandados de busca e apreensão logo no início da manhã. Em Dourados, na região sul, cinco medidores de energia foram apreendidos e encaminhados para perícia. Três pessoas foram levadas para a delegacia e liberadas depois de prestarem depoimento à polícia.

Em Ponta Porã, o dono de uma casa de luxo também foi autuado por furto de energia elétrica. Na cidade de Bonito, a 300 km de Campo Grande, os policiais apreenderam uma pistola na casa de um comerciante, de 40 anos, apontado como o chefe da quadrilha. Ele foi preso em flagrante. Conforme a polícia, ele também foi indiciado por posse de arma de fogo e furto praticado mediante fraude e formação de organização criminosa.

As demais prisões foram em Dois Irmãos do Buriti, Aquidauana, Naviraí, Itaporã e Bela Vista. Os 25 clientes que contrataram a fraude foram indiciados por furto mediante fraude. A pena para este crime varia de 2 a 8 anos de prisão.