Saúde
Prefeitura confirma 6ª morte por chikungunya em Dourados
Ministério da Saúde repassou R$ 28 milhões para conter avanço da epidemia no município.
Correio do Estado
11 de Abril de 2026 - 08:52

A Prefeitura de Dourados confirmou nesta sexta-feira (10) a 6ª morte por chikungunya no município que conta com 1.572 casos confirmados da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A vítima é um homem indígena de 55 anos que foi internado no Hospital da Missão Caiuá no dia 1° de abril e faleceu dois dias mais tarde.
Outras duas mortes continuam em investigação, entre elas uma menina de 10 anos, que estava internada no Hospital Regional de Dourados.
Números do Informe Epidemiológico divulgado pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública apontam que a situação epidemiológica nas aldeias Jaguapiru e Bororó é crítica, com 1,2 mil casos confirmados até o fim desta semana.
Conforme o boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), em todo o estado são 4.281 casos prováveis e 2.102 confirmações.
“As equipes estão trabalhando intensamente no enfrentamento à epidemia na Reserva Indígena e também para conter o avanço da doença nos bairros de Dourados, mas volto a dizer que essa guerra contra o mosquito Aedes aegypti só será vencida se cada pessoa fizer a parte dela no cuidado com sua casa e seu quintal”, enfatizou Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE. O município tem hoje 29 pacientes internados com chikungunya.
Neste momento, os valores de transmissão da doença permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, com taxa de positividade acima de 70%.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o coeficiente de incidência de chikungunya no estado do Mato Grosso do Sul é de 144 casos por 100 mil habitantes. O valor é 13 vezes maior do que a média nacional. Goiás vem em 2º lugar, com incidência de 95 casos por 100 mil habitantes.
Repasse federal
O Ministério da Saúde anunciou, também nesta sexta-feira o repasse de mais de R$ 28 milhões para ampliar o atendimento da assistência especializada em Dourados e região.
O Hospital da Missão Evangélica de Caiuá, voltado à atenção especializada aos povos indígenas, vai receber um aporte anual de R$ 1 milhão. O coordenador de Vigilância da Secretaria Especial de Saúde Indígena da pasta em Mato Grosso do Sul, Bruno da Silva Oliveira, destacou a importância dos agentes.
“A contratação desses agentes de endemias é fundamental para, esse momento que a gente está vivendo esse cenário epidemiológico de emergência, para a gente atenuar essa situação. E, num momento futuro, para um controle vetorial efetivo, para que isso não volte a acontecer”
A equipe se junta a 40 profissionais da Força Nacional de Saúde, que já atuam por lá desde o dia 17 de março.




