Policial
Ordem do PCC para "levantar endereços" mobilizou Polícia a realizar ação em MS
Dos 63 presos na operação, 42 já eram detentos do sistema carcerário
Campo Grande News
18 de Dezembro de 2013 - 08:20
A ordem para levantar endereços de policiais e agentes penitenciários, realizada recentemente por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) foi o que motivou a operação Eríneas, deflagrada na manhã de ontem pelas forças policiais do Estado, de acordo com o promotor Marcos Alex Vera, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado).
Ao saber dessa ordem e de futuros ataques, transferimos os encarcerados na tentativa de isolar ou até mesmo minimizar a ação desses integrantes e a capacidade de articulação. E no Estado, por meio de uma política acertada entre o Poder Judiciário e a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), controlamos qualquer tipo de ação, diz o promotor em entrevista ao Bom Dia MS.
Em pouco tempo de investigação, a Polícia descobriu que ecoavam ordens dos chefões de São Paulo para líderes do sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul. Eles davam a palavra final, além de punições e ações orquestradas no Estado. A atividade exercida é também o tráfico de drogas, no qual homicídios ocorriam por disputa de ponto ou dívidas, como uma força motriz que dá andamento a facção, explica o promotor.
O meio de comunicação basicamente é o telefone celular, mesmo se tratando de presos. Ainda temos as visitas que levam recados para outras pessoas e também entregam bilhetes. Pode parecer redundante prender pessoas já reclusas, no entanto elas terão a pena agravada, são transferidos para locais isolados e ainda perdem, por exemplo, o direito ao indulto de natal, ressalta o promotor.
Prisões - Ao todo, a operação cumpriu 67 mandados de prisão e de busca e apreensão; 63 pessoas foram presas e os três maiores presídios do Estado Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, Penitenciária Harry Amorim Costa de Dourados e Presídio de Três Lagoas passaram por pente fino.
Dos 63 presos na operação, 42 já eram detentos do sistema carcerário. As forças de inteligência das polícias avaliaram a influência que cada um deles exercia sobre os demais e decidiram fazer um esquema de transferência de presídios. Pelo menos 50% dos presos foram remanejados.




