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Policial

Pai suspeito de fugir com filha diz que vai lutar pela guarda

Ele ainda ressaltou que a criança mostrou interesse em morar com ele e que vai buscar a guarda permanente

Dourados News

14 de Janeiro de 2015 - 15:41

Após 1h30 de depoimento na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca), de Campo Grande, na tarde desta terça-feira, dia 13 de janeiro, o técnico de eletricidade de 37 anos, que era procurado pela polícia suspeito de fugir com a filha, afirmou não ter conhecimento do termo de guarda provisória do tio da menina. Ele ainda ressaltou que a criança mostrou interesse em morar com ele e que vai buscar a guarda permanente.

“Ele disse que ficou com ela justamente porque o tio demorou mais três dias, após a data combinada, para entregar a menina, então por isso ele atrasou um pouco. Disse ainda que desconhecia o termo de guarda provisória, no qual o tio possui, ressaltando que vai buscar a guarda da menina”, disse ao portal G1 o delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Depca.

A advogada do pai da menina, Priscila Souza Nunes, disse que todas as questões referentes a guarda da menina serão agora discutidas no processo movido em Cuiabá (MT). O pai disse que prefere não se pronunciar a respeito do caso.

Por ser um crime de menor potencial, o delegado diz que cumpriu o mandado de prisão do pai, porém após o depoimento decretou a ele o alvará de soltura. “Após a oitiva ele foi liberado, conforme a lei, e responderá ao inquérito policial em liberado”, explica o delegado.

Guarda Judicial

A mãe da menina morreu em um acidente de trânsito em 2012. Desde então, a guarda da criança está com o tio. O processo transita em Cuiabá (MT), onde ela reside com o tio materno, o produtor rural Weller Cardoso Pinheiro, 43 anos, sua esposa e mais dois primos de 15 e 18 anos. Sobre o relacionamento dos pais da menina, Cardoso ressalta que eles nunca foram casados e teme o comportamento do homem.

“Eu soube que a minha irmã teve um rápido namoro e que ele a agrediu algumas vezes, principalmente quando estava embriagado. Inclusive isso consta em alguns boletins de ocorrência. Eu nunca quis fazer o papel de pai, por isso achei que não deveria afastá-lo, mas jamais imaginei que ele faria isso”, comentou o tio.

Desde o dia em que o pai pegou a criança, Weller garante que não conseguiu mais falar com a menina. Além de passar por tratamento psicológico, o tio diz que a menina toma remédios controlados e tem deficit de atenção.