Policial
Pane em bomba não é comum, diz investigador sobre pouso forçado
FAB não descarta nenhuma hipótese para acidente de avião com Angélica. Modelo não tem caixa-preta; Embraer é chamada para ajudar com sistemas
G1
25 de Maio de 2015 - 10:37
A investigação da Aeronáutica que apura o acidente com um avião que levava Angélica, Luciano Huck e os três filhos no Mato Grosso do Sul no domingo (24) ainda não descartou nenhuma hipótese como causa da tragédia.
Segundo o major Marcus Silveira, que integra a apuração da FAB, a aeronave que fez um pouso forçado, um Embraer, modelo 820C, não possui caixas-pretas. O acidente ocorreu quando a apresentadora voltava com a família de gravações do programa Estrelas no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Angélica, Huck e os filhos tiveram ferimentos leves.
Silveira está nesta manhã na fazenda onde houve o pouso forçado em meio à uma plantação avaliando a situação do avião e recolhendo informações que irão embasar a investigação.
Ele chamou técnicos da Embraer, que já chegaram ao local, para que o ajudem a dissecar os sistemas do avião e tentar entender o que ocorreu.
Logo após o pouso forçado, o piloto dos apresentadores, Osmar Frattini, de 52 anos, disse ao site que a aeronave sofreu uma falha na bomba do tanque de combustível. O major Silveira diz que, como a investigação está na fase inicial, é precipitado entender que este foi o causador do problema.
O avião está praticamente inteiro, mas não tive acesso aos tanques de combustível pois, como ele ficou de barriga, não tem como fazer inspeção, ficou tudo por baixo, diz o major.
Eu chamei o pessoal da Embraer para nos ajudar a dissecar os sistemas. Não estamos descartando nenhuma hipótese ainda, estamos no início do trabalho, coletando dados e informações. Mas não é normal, não é usual uma pane na bomba, afirma ele.
O modelo da Embraer tem um tanque de combustível em cada asa, que alimentam os motores. Problemas elétricos, ou com o combustível, dentre outros, podem levar a falhas. Partes do avião, como os motores e os tanques, serão retirados e levados para perícia em São Paulo.
A documentação do piloto e do copiloto estavam em conformidade com as exigências atuais - os dois estavam aptos a operar o modelo do acidente.




