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SIDROLÂNDIA- MS

Mãe nega envolvimento de mortos no MT com facção e cobra respostas

Os dois estão entre os três jovens encontrados mortos após desaparecerem durante uma viagem de trabalho em Campo Novo do Parecis.

Redação/Região News

13 de Abril de 2026 - 09:24

Mãe nega envolvimento de mortos no MT com facção e cobra respostas
Wagner Felipe Rocha Viana e Wilquison Eduardo Rocha Viana

A confeiteira Rubineia Rocha dos Santos, de 46 anos, afirmou que os filhos Wagner Felipe Rocha Viana, de 20 anos, e Wilquison Eduardo Rocha Viana, de 23, não tinham qualquer envolvimento com facções criminosas. Os dois estão entre os três jovens encontrados mortos após desaparecerem durante uma viagem de trabalho em Campo Novo do Parecis.

Estão dizendo uma coisa que eles não eram. Isso dói muito. Quero justiça”, declarou a mãe, ao cobrar respostas das autoridades.''

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Rubineia disse nunca ter tido conhecimento de qualquer ligação dos filhos com o crime organizado. “Nunca, nada. Se eles tivessem feito algo errado, eu mesma falaria. Mas disso eu nunca soube”, afirmou.

Segundo ela, Wagner não bebia nem fumava, enquanto Wilquison consumia bebida alcoólica e maconha algo que sempre foi de seu conhecimento. “Mas coisa de facção, isso não”, reforçou.

Sobre antecedentes, a mãe relatou apenas um episódio envolvendo Wilquison, que chegou a ser detido após comprar uma motocicleta sem saber que era roubada. “Foi um choque para a gente. Fora isso, não tem mais nada. O Wagner nunca teve passagem”, disse.

O terceiro jovem morto, Breno Gabriel Soares Cabral, de 21 anos, morava em Sidrolândia e foi sepultado no Cemitério São Sebastião. Ele também havia viajado a trabalho com os irmãos.

Desaparecimento

O desaparecimento dos jovens foi comunicado à família no domingo (5), após o empregador entrar em contato perguntando se Rubineia havia falado com os filhos. Eles haviam saído no dia anterior para trabalhar e não retornaram.

A situação rapidamente gerou preocupação, já que, segundo a mãe, não era comum que eles ficassem sem dar notícias. “Eles sempre avisavam onde estavam. Nunca ficaram mais de um dia fora sem falar nada. Quando falaram para eu ser forte, eu já desabei”, relatou.

Segundo a confeiteira, os irmãos atuavam com montagem de estruturas e também realizavam trabalhos em obras. Recentemente, haviam sido contratados para um serviço fora da cidade, o que os deixou animados.

Wilquison era pai de uma criança de um ano e três meses e morava com a mãe. Wagner também vivia na casa da família. “Eles estavam felizes, trabalhando juntos. Para mim, estava maravilhoso”, disse.

Rubineia afirma que ainda não conseguiu aceitar a morte dos filhos, especialmente por não ter feito o reconhecimento dos corpos. “Para mim, parece que eles vão chegar a qualquer momento”, desabafou.

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Sem velório, devido ao estado dos corpos, a despedida foi ainda mais difícil. Em casa, os pertences dos jovens permanecem guardados. “Não consegui mexer em nada ainda. Minha neta vê a foto e fala ‘papai’, encosta a cabecinha. É muito difícil”, contou.

Caso

Os corpos de Wilquison, Wagner e Breno foram encontrados na tarde de terça-feira (7), enterrados em uma vala na zona rural do distrito Marechal Rondon, em Campo Novo do Parecis.

Conforme a investigação, o crime estaria ligado à atuação de facções criminosas na região. As apurações apontam que os jovens foram atraídos sob o pretexto de jogar sinuca e, por serem de fora, despertaram desconfiança de integrantes do grupo local.

Segundo a polícia, houve análise de celulares que levantou suspeitas de possível ligação com o Primeiro Comando da Capital, enquanto a área seria dominada pelo Comando Vermelho.

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A Polícia Civil identificou quatro pessoas como participantes diretas do crime. Duas já foram presas uma delas um adolescente de 16 anos e outras seguem sendo investigadas. O caso segue em apuração.