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Policial

PF e Força Nacional chegam a local onde desembargador é mantido refém

No entanto, a PF descarta intervir para liberar o desembargador Josué de Oliveira, vice-presidente do TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral) e outros três servidores do TRE/MS.

Campo Grande News

26 de Setembro de 2013 - 16:28

Equipes da Polícia Federal e da Força Nacional chegaram, há pouco, na MS-295, entre Tacuru e Iguatemi, onde os índios bloqueiam a estrada e mantêm um desembargador e três funcionários da Justiça Eleitoral reféns. A interdição causa um congestionamento de aproximadamente 10 quilômetros. 

No entanto, a PF descarta intervir para liberar o desembargador Josué de Oliveira, vice-presidente do TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral) e outros três servidores do TRE/MS.

“Assim como os outros transeuntes presos nos 10 km de congestionamento, o desembargador e os outros estão no local. Eles exigem melhorias como remédios e água, ressaltando que só sairão do local quando receberem um novo representante da Sesai (Secretaria Especial da Saúde Indígena), porém a pessoa estaria em Dourados e eles aguardam a sua chegada”, explica o tenente-coronel Jonildo Teodoro de Oliveira.

Com exceção das viaturas policiais e ambulâncias, o tenente-coronel Oliveira diz que as demais pessoas permanecem no local por prazo indeterminado. “Estamos garantindo também a sinalização, principalmente para os motoristas a caminho diminuírem a velocidade e também para evitar acidentes. Mas não há conflitos, já checamos que se trata de um movimento pacífico”, comenta o coronel.

O agente Fuentes, da Polícia Federal de Naviraí, diz que um grande efetivo, com ao menos cinco viaturas, incluindo a Força Nacional, também está no local.

“Evitamos a todo custo um confronto, a não ser que a vida de alguém esteja em um perigo eminente, incluindo o desembargador. Aqui, é algo comum os índios fazerem para chamar a atenção. Então estamos na fase de negociação, sem hostilidade”, explica o agente da PF.

Recentemente, lideranças indígenas tiveram uma reunião na qual a Sesai prometeu uma solução. Eles então decidiram realizar o bloqueio.