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Policial

PF indicia 30 pessoas envolvidas na 11ª fase da Operação Lava Jato

Os inquéritos foram encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF). A Polícia Federal não havia divulgado os nomes dos 30 indiciados

G1

11 de Maio de 2015 - 14:53

A Polícia Federal (PF) informou nesta segunda-feira (11) que indiciou 30 pessoas após concluir sete inquéritos policiais que apuraram a responsabilidade criminal de ex-parlamentares presos na 11ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no dia 10 de abril. André Vargas (sem partido), Pedro Corrêa (PP-PE) e Luiz Argôlo (SDD-BA) – todos ex-deputados federais – foram presos na ocasião, e seguem na carceragem da PF, em Curitiba.

Os inquéritos foram encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF). A Polícia Federal não havia divulgado os nomes dos 30 indiciados.

Ainda de acordo com a PF, os inquéritos tinham como objetivo apurar crimes de corrupção, fraude a licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa, entre outros. Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo foram o seis estados envolvidos nesta ação, que foi batizada de "A Origem".

O MPF informou que recebeu os inquéritos, e que o conteúdo será analisado para que se avalie se serão oferecidas denúncias. Não há prazo para análise, conforme o órgão.

Caso o MPF denuncie os indiciados, cabe à Justiça Federal apreciar as denúncias. Se aceitar, os acusados passam a ser réus.

Foram presos na 11ª fase da Lava Jato:

  • André Vargas, ex-deputado pelo PT, foi preso em Londrina;

  • Leon Vargas, irmão de André Vargas, preso em Londrina;

  • Luiz Argôlo (SDD-BA), ex-deputado, preso em Salvador;

  • Élia Santos da Hora, secretária de Argôlo, presa em Salvador;

  • Pedro Corrêa (PP-PE), ex-deputado que já cumpre prisão pelo mensalão do PT no Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), em Canhotinho (PE), em regime semiaberto;

  • Ivan Mernon da Silva Torres foi preso em Niterói;

  • Ricardo Hoffmann, diretor de uma agência de publicidade em Curitiba, foi preso em Brasília.

  • Destes, além dos ex-parlamentares, apenas Hoffmann continua preso, também na carceragem da PF.