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Policial

PF pede apoio até do Exército para retirar índios de fazenda em Aquidauana

Os indígenas ocupam a área desde 31 de maio. Segundo a assessoria da PF, a operação está em fase de planejamento.

Midiamax

03 de Julho de 2013 - 14:16

A Polícia Federal continua sem data definida para cumprir o mandado de reintegração de posse da Fazenda Esperança, em Aquidauana – a 143 quilômetros de Campo Grande, e retirar os índios do local. Segundo o advogado dos proprietários, a corporação espera contar até com a ajuda do Exército para realizar o despejo. No entanto, a informação não é confirmada oficialmente.

Os indígenas ocupam a área desde 31 de maio. Segundo a assessoria da PF, a operação está em fase de planejamento. A ação da PF se dá depois que o advogado do proprietário da Fazenda Esperança, Niutom Chaves Júnior, cobrou da Justiça Federal o cumprimento da reintegração. A própria Justiça Federal expediu o mandato que venceu na última quinta-feira (27), mas até agora nada foi resolvido.

Segundo Niutom, a PF informou que enviou um ofício ao juiz federal Renato Toniasso solicitando apoio de outras forças policiais e do Exército Brasileiro por não ter efetivo o suficiente para o cumprimento do pedido. A PF não confirma a informação.

Prazos

O pedido para que a PF cumpra a reintegração foi emitido pela própria Justiça Federal na manhã de segunda-feira (1°). O ofício determina que a PF organize uma operação policial para retirar os índios da Fazenda Esperança, ocupada pelos terenas desde 31 de maio. Os terenas disseram que vão continuar na terra. “Não vamos sair, esta área é nossa. Já foi comprovado que é nossa e vamos resistir”, disse o cacique Isaías.

O índio Pedro Terena afirmou que estão aguardando uma possível negociação com as autoridades e os proprietários para permanecerem nas terras. Todos os dias eles se reúnem e ficam na expectativa por uma decisão favorável, caso seja contrária pode haver um novo confronto. “Não vamos sair das nossas terras e estamos prontos e preparados para lutarmos”, garante Terena.

O movimento da comunidade terena já rebatizou a fazenda com o nome “Aldeia Nova Esperança”, e as sete aldeias da região aguardam a posse definitiva da propriedade. A propriedade tem uma área de 33 mil hectares que é reivindicada pelos terenas.