Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Domingo, 27 de Setembro de 2020

Policial

Pistoleiros de organização criminosa em MS devem entrar na lista vermelha da Interpol

Eles estão foragidos há um ano desde execução em Campo Grande

Midiamax

09 de Abril de 2020 - 13:33

Na segunda-feira (6), representante regional da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) encaminhou para a 2ª Vara do Tribunal do Júri um formulário de solicitação para inclusão de Juanil Miranda Lima e José Moreira Freires, o Zezinho, na lista de difusão vermelha. Com os nomes na lista vermelha da Interpol, eles podem ser pesos por qualquer força policial do país em que estejam.

Atualmente, a lista de difusão vermelha da Interpol conta com 7.267 pessoas, sendo 123 brasileiros. Juanil e Zezinho, ex-guardas municipais apontados pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) como pistoleiros integrantes de milícia ligada ao jogo do bicho, já aparecem na lista dos mais procurados do país. Agora, podem entrar na lista de procurados mundialmente.

Após a representação feita pela Interpol, ainda na segunda-feira, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) se manifestou a favor da inclusão dos nomes dos acusados na lista vermelha. Agora é aguardada decisão do juiz com possível preenchimento dos requerimentos e, se inclusos na lista, é feita publicação do alerta internacional para busca e prisão dos acusados.

Foragidos da Operação Omertà

Zezinho e Juanil foram condenados pela execução do delegado Paulo Magalhães Araújo, morto na frente da escola da filha em junho de 2013, na Capital. Os pistoleiros monitoraram o delegado desde a casa dele até à escola na Rua Alagoas, e lá decidiram fazer a execução.

O monitoramento teria iniciado às 7 horas e o crime aconteceu às 17 horas. Ambos também são investigados pela morte de Orlando da Silva Fernandes, o Bomba, ex-chefe de segurança de Jorge Rafaat Toumani.

Eles ainda são réus no homicídio de Matheus Coutinho Xavier, em 9 de abril de 2019, ao lado de Jamil Name, Jamil Name Filho, Vladenilson Daniel Olmedo, Marcelo Rios e Eurico dos Santos Mota. O grupo responde por outras execuções na Capital e, especificamente no processo do estudante, é acusado de homicídio, porte de arma e receptação.

Matheus foi morto por volta das 18 horas do dia 9 de abril, em frente de sua residência, no Jardim Bela Vista. Conforme denúncia do Ministério Público Estadual, Jamil Name e o filho foram os mandantes do crime. Vladenilson e Marcelo Rios foram intermediários entre os mandantes e executores, e José e Juanil cometeram o homicídio, mas teriam assassinado o rapaz por engano, já que o alvo era o pai dele.

Desde então, a dupla está foragida. Há suspeita de que em um primeiro momento tenham seguido para a fronteira com o Paraguai, mas não houve novidades no paradeiro dos acusados.