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Policial

Pistoleiros suspeitos de matar Paulo Magalhães eram monitorados e já foram presos

Pelo menos dois já foram detidos na tarde desta terça-feira (13) em Campo Grande, segundo informações extraoficiais.

Midiamax

14 de Agosto de 2013 - 07:19

Três suspeitos de participação direta no assassinato do delegado aposentado Paulo Magalhães, morto a tiros em 25 de maio, foram identificados pela investigação e tiveram as prisões decretadas. Pelo menos dois já foram detidos na tarde desta terça-feira (13) em Campo Grande, segundo informações extraoficiais.

Até o momento a Polícia Civil não confirmou, mas o suposto condutor da motocicleta usada no dia do crime e o atirador já estariam em poder dos investigadores. Na tarde de ontem foram realizadas diligências pelos homens da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH), chefiada pelo delegado Edilson dos Santos Silva.

Os dois suspeitos teriam sido localizados escondidos em uma propriedade rural na região de Três Barras, próximo ao perímetro urbano de Campo Grande. A moto, uma Honda CB 300 vermelha, também teria sido apreendida no local.

Segundo fontes policiais, a localização foi facilitada porque os suspeitos já eram monitorados por serviços de inteligência da Sejusp desde antes do assassinato do delegado aposentado. Eles eram suspeitos de cometer outro crime de pistolagem, também na capital sul-mato-grossense.

Pistolagem

Paulo Magalhães de Araújo tinha 57 anos de idade quando foi morto no final da tarde de 25 de maio deste ano. Ele estava na frente do colégio onde a filha, de dez anos, estudava, em bairro nobre da capital.

Segundo testemunhas, o assassino do delegado estava em uma moto escura com um comparsa. Ele efetuou cerca de seis tiros com uma arma calibre 9 milímetros, de uso restrito do Exército.

Polêmico, Paulo Magalhães nasceu no Rio de Janeiro e tinha um site de denúncias contra supostas irregularidades na Sejusp e no judiciário de Mato Grosso do Sul. Ele também foi sócio do empresário Eduardo Carvalho, executado no dia 21 de novembro de 2012. A relação entre as mortes é uma das vertentes da investigação policial.

Na Polícia Civil, ficou conhecido por implantar a Rede Medusa, instalar a antiga Metropol, considerada uma das delegacias mais modernas a funcionar em MS, e lutar pela integração das policiais no Estado. Magalhães se aposentou no início dos anos 2000 e era casado com a defensora pública aposentada Cláudia Maria Rodrigues de Brito.