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Policial

Plantação de maconha tem até aviso para "não falar com trabalhador"

Aviso estava próximo à prensas utilizadas na produção de maconha. Local ficava escondido no Paraguai, em áreas vizinhas a MS.

G1 MS

07 de Agosto de 2015 - 10:25

Um acampamento de traficantes de maconha foi destruído nessa quinta-feira (6) por policiais paraguaios em uma operação de combate ao narcotráfico em áreas vizinhas a Mato Grosso do Sul. Uma regra escrita próxima a equipamentos para prensar a droga chamou a atenção dos policiais: em uma das máquinas de prensa está escrito: ‘não falar com o operário na hora do trabalho’.

A plantação fica no departamento de Amambay, principal estado produtor da droga no país que está próximo à Aral Moreira, Bela Vista e Ponta Porã, municípios sul-mato-grossense fronteiriços ao Paraguai. A operação é realizada pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e também é custeada pelo Brasil.

Os policiais paraguaios tiveram que entrar na mata para chegarem ao acampamento. Os traficantes invadem fazendas e desmatam áreas para o plantio de maconha. Os locais são de difícil acesso e um helicóptero foi utilizado no trabalho de apoio. Segundo autoridades de segurança, os donos das terras percebem a movimentação e registram denúncias anônimas.

No acampamento, foram encontrados sacos com maconha prensada pronta para ser transportada. Além de oito prensas mecânicas e uma prensa automática, utilizadas na produção da droga, os policiais encontraram um gerador de energia elétrica que mantém o equipamento elétrico.

Com a estrutura montada pelos traficantes, é possível produzir até uma tonelada de droga por dia no acampamento, segundo os policiais.

O agente especial da Senad Fabian Godoy informou que os envolvidos fogem quando suspeitam da chegada da polícia e nunca são encontrados nos acampamentos. De acordo com o coordenador da operação e capitão de infantaria da Senad, Luis Sapriza, a intenção é causar prejuízo ao narcotráfico.

O embaixador do Brasil no Paraguai José Felício informou que o objetivo não é apenas combater o tráfico de drogas, mas também acabar com a produção na origem e evitar que o entorpecente produzido no país chegue em território brasileiro, sobretudo nas grandes cidades.