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Policial

Polícia Civil investiga saque de FGTS de vítima de incêndio na boate Kiss

Pai diz que R$ 500 foram retirados da conta da filha morta na boate. Saque ocorreu três dias após o incêndio que matou 239 pessoas.

G1

14 de Fevereiro de 2013 - 10:00

A Polícia Civil investiga o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de uma das vítimas da boate Kiss três dias após o incêndio que matou 239 pessoas. O pai de uma das vítimas procurou a delegacia de Santa Maria nesta semana alertando para o saque de R$ 500 da conta da filha.

O comunicado foi feito pela Caixa Econômica Federal, que mandou uma carta para a família, informando sobre a retirada do dinheiro. O saque foi feito no dia 30 de janeiro.

Informada sobre o caso, a polícia já começou a investigação. O próprio pai da vítima não soube dizer se o cartão da filha foi roubado ou se o acesso à conta foi feito por outro meio.

Entenda

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 239 mortos na madrugada do último domingo (27). O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores:

- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.

- Era comum a utilização de fogos pelo grupo.

- A banda comprou um sinalizador proibido.

- O extintor de incêndio não funcionou.

- Havia mais público do que a capacidade.

- A boate tinha apenas um acesso para a rua.

- O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.

- Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.

- 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.

- Equipamentos de gravação estavam no conserto.