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Policial

Polícia indicia vereadora dona de sitio onde traficante escondeu maconha

À época, a vereadora negou que o sítio fosse dela. Marisa afirmou que a propriedade foi comprada pela família e registrada no nome de uma irmã.

Campo Grande News

25 de Setembro de 2013 - 16:47

A vereadora de Três Lagoas Marisa Rocha (PSB) será indiciada por favorecimento pessoal e proteção a foragidos da Justiça, e poderá ser condenada a até um ano de prisão. No dia 26 de agosto, 200 tabletes de maconha que seriam comercializados no interior de São Paulo foram encontrados no sítio da parlamentar, às margens do Rio Paraná, próximo ao loteamento denominado Praias.

O inquérito, concluído hoje (25) pelo delegado Ailton Pereira do 1º Distrito Policial de Três Lagoas, já foi encaminhado ao juiz titular da 2ª Vara Criminal, Ronaldo Gonçalves Onofri, conforme o site Perfil News.

Pereira ouviu 25 pessoas e constatou que a vereadora omitiu informações em seu depoimento no dia 23, na presença de seu advogado e durante a coletiva de imprensa convocada no dia 27 de agosto para esclarecer o envolvimento no caso.

À época, a vereadora negou que o sítio fosse dela. Marisa afirmou que a propriedade foi comprada pela família e registrada no nome de uma irmã. Mas, segundo os vizinhos, o sítio pertence à vereadora.

Ela também afirmou desconhecer os dois homens presos no sítio, Rubens Conceição de Oliveira, que possui passagens por tráfico de drogas e corrupção ativa, e Rafael Barbosa Gedro, 20, anos que tem antecedentes criminais por tráfico de drogas, lesão corporal e perturbação.

O caso - A Rotai (Rondas Ostensivas e Táticas do Interior), com apoio do Serviço Local de Inteligência, recebeu denúncia anônima de que o entorpecente estava escondido e seria levado para São Paulo. As equipes invadiram o sítio e prenderam os dois homens com antecedentes criminais.

Um dos presos confessou aos militares que adquiriu a droga em Campo Grande por R$ 36 mil e que levaria até Araçatuba (SP). Parte do entorpecente foi localizado sobre a pia da cozinha, embaixo do fogão de lenha e o restante, na parte externa, em um buraco. A droga seria levada de barco pelo Rio Paraná, até Itapura (SP) e, em seguida, seguiria o trajeto de carro até o destino final.